As empresas transportadoras e cooperativas reclamaram dificuldades de logística para comprar e distribuir o vale-pedágio e suspenderam as viagens até a situação ficar mais clara. Elas vão reivindicar junto à ANTT o perdão das multas, diante da dificuldade de comprar os cartões.
Já a Contransul - Cooperativa dos Transportadores Autônomos Sudoeste Ltda., promete ir a Justiça hoje para suspender a fiscalização.
O dirigente da cooperativa, Nelson Canaã, disse que apenas duas empresas no País fornecem o vale-pedágio, com pagamento antecipado e a entrega é feita num prazo de três a quatro dias.
Uma empresa do Rio de Janeiro (DBTran) fornece o papel e o banco Bradesco, fornece o cartão do vale-pedágio. As empresas interessadas têm que comprar o cartão apenas dessas duas empresas, pagando um adicional de 5% a título de taxas de administração.
Quem quiser carregar o cartão na empresa, sem recorrer ao banco, terá que pagar o aluguel da máquina no valor mensal de R$ 370, além do repasse dos 5% sobre o total das operações. Além disso, cartões e papel têm validade apenas para 30 dias e se não forem utilizados terão que ser renegociados junto à empresa.
As transportadoras ficam com o crédito e não recebem o dinheiro de volta. As transportadoras reclamam que não têm como planejar o itinerário dos autônomos e se eles vão retornar para entregar o cartão carregado. (V.C.)

mockup