Até agora fora da cadeia automotiva, as empresas paranaenses do setor eletro-eletrônico querem se capacitar para vender componentes para as montadoras e fornecedoras que se instalaram na Região Metropolitana de Curitiba. Um acordo assinado ontem entre a Associação Brasileira da Indústria Eletro-eletrônica (Abinee), o Tecpar (empresa de tecnologia do Paraná) e a Secretaria de Ciência e Tecnologia tentará aproximar mais essas empresas das fábricas de carros e fornecedores diretos.
O presidente da Abinee no Paraná, Alvaro Dias, disse que as empresas paranaenses do setor ainda trabalham muito com as indústrias de eletrodomésticos e linha branca (geladeiras e freezers) e com o segmento de telecomunicações. ‘‘Queremos fazer com que migrem para a tecnologia embarcada que atenderá a cadeia automotiva’’, afirmou Dias.
Hoje há 325 indústrias eletro-eletrônicas paranaense que podem direcionar sua produção para as montadoras. O secretário de Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrhafitg, disse que a intenção é capacitá-las para fornecer componentes para a terceira e quarta camadas das fornecedoras. ‘‘Há ainda nichos que podem ser explorados pelas empresas daqui’’, afirmou o secretário, ao lembrar que hoje pelo menos 20% do custo de um carro vem da eletrônica.
Com o convênio, o Tecpar irá oferecer treinamento, cursos e tecnologia para que as empresas se capacitem. O instituto também irá reforçar a necessidade de elas adquirirem certificados de qualidade. As montadoras costumam dizer que a falta de certificação é um empecilho para fecharem acordos com empresas locais.
O primeiro passo no acordo será fazer um levantamento da capacidade das empresas e também da necessidade que as montadoras e fornecedoras têm. Esse estudo deve estar pronto até dezembro. No início do próximo ano serão feitas rodadas de negócios entre os possíveis clientes e as empresas de eletro-eletrônica. O projeto não tem custos para as entidades envolvidas e para as empresas que quiserem participar.

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