Empresas se unem para lançar cosmético
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terça-feira, 14 de outubro de 1997
Carina Paccola Londrina 
Josoé de CarvalhoUnião empresarialClaret, Piraíno, Rapcham e Galhardi: fusão viabiliza o negócioDuas empresas de investimentos, a Lyons S/A e a Londritec S/A, associaram-se à IDB Cosméticos e estão lançando no mercado 14 produtos para tratamento de beleza. O lançamento será amanhã em Londrina. A intenção dos investidores é colocar os cosméticos IDB no mercado de todo o País - no sistema de venda porta-a-porta - em 18 meses.
A manipulação das fórmulas, dentro da tecnologia biocosmética, é feita num laboratório instalado na Incubadora Industrial de Londrina. Dois laboratórios da Argentina industrializam os produtos. A tecnologia biocosmética incorpora aos produtos características medicinais - explica o criador da linha IDB, o médico dermatologista Roberto Piraíno.
Essa é a tendência das indústrias de cosméticos do mundo. Enquanto todos pensam em usar essa tecnologia, nossos produtos já são produzidos nessa linha, diz o presidente da Londritec, Carlos Claret Sencio Paes. A Londritec e a Lyons representam 200 empreendedores. Segundo Claret, além de utilizar tecnologia de vanguarda, outro motivo que levou as empresas a investir em cosmético é que esse setor tem um mercado que cresce em média 20% ao ano.
Dentro de um ano, a IDB Cosméticos deve gerar 150 empregos diretos em Londrina. A manipulação das fórmulas é feita num laboratório instalado na incubadora industrial de Londrina. A marca já tem outros 40 produtos registrados no Brasil e na Argentina, que devem ser lançados até o final de 1998, e mais 400 fórmulas desenvolvidas para o segmento.
Piraíno era o dono da marca IDB. A Lyons e a Londritec investiram R$ 280 mil para se associarem à IDM, com 57% das ações. A previsão é faturar US$ 1 milhão em 18 meses.
Claret afirma que o crescimento da marca será em espiral: na região de Londrina e em Curitiba para depois se estender para todo o País. O crescimento gradativo permite criar uma estrutura de apoio, com treinamento e distribuição, diz. O sistema porta-a-porta no setor de cosmético já alcança um faturamento anual de US$ 3,5 bilhões e deve crecer 20% ao ano, de acordo com Claret.


