Os resultados obtidos pelas empresas que participam do programa ‘‘Canteiro de trabalho’’ penitenciário no Estado são variados, dependendo do ramo de atividade e do grau de utilização de tecnologia.
Entre as empresas que aderiram ao programa, a Bematechi Equipamentos Eletrônicos, que produz máquinas para preenchimento de cheques em Curitiba, é uma das que contabilizam resultados postivios. A empresa consegue uma redução dos custos em algumas etapas da produção de até 30%. A Bematechi tem um convênio com a Penitenciária Feminina do Estado desde 1997. São 25 detentas atuando na linha de produção da empresa.
‘‘Segundo os próprios diretores da Bematech, a produtividade das detentas é maior que a dos funcionários da indústria’’, diz Lauro Valeixo, coordenador do Departamento Penitenciário. ‘‘Está comprovado que o interno tem uma capacidade maior de concentração e, depois que passam pela qualificação para o trabalho, a qualidade dos serviços cresce bastante.’’
Já no caso da Companhia de Cimento Itambé, em Balsa Nova, os resultados financeiros são negativos, segundo a direção. ‘‘Se formos colocar na ponta do lápis, o nosso custo aumentou com o convênio. Mas estamos interessados também na questão social e não apenas na rentabilidade econômica do convênio’’, diz o diretor industrial da Itambé, Alcione Rezende, aprovando a iniciativa.
Os 25 detentos da Colônia Penal Agrícola que trabalham na Itambé fazem a limpeza de equipamentos e das ruas. ‘‘Antes nós tínhamos uma máquina alugada que fazia todo o arruamento a um custo mais baixo’’. Segundo Rezende, os resultados alcançados até aqui com o convênio estão dentro das expectativas, mas poderiam ser melhores.
‘‘Havíamos pensado em ampliar o trabalho, colocando alguns detentos para serviços que exijam mais responsabilidade, mas a alta rotatividade impediu isso.’’ Nos seis meses de vigência do convênio, já passaram pela Itambé 74 detentos. ‘‘Nosso objetivo é colaborar para uma formação profissional do apenado e ajudar na sua recuperação’’, conclui. (E.C)

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