Empresas reduzem busca por crédito externo
Brasília - Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), somente o pagamento de dívidas a organismos internacionais, como Banco Mundial (Bird) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), reforçou as saídas de mais de US$ 2 bilhões verificadas em julho. Além disso, a baixa taxa de renovação dos empréstimos privados tem contribuído para saídas expressivas. Como muitas empresas não estão rolando as dívidas que estão vencendo, as remessas de dólares para quitar esses compromissos cresceram. A conta financeira, na qual estão registrados esses fluxos de recursos, fechou julho negativa em US$ 1,4 bilhão.
A falta de linhas externas disponíveis para o setor privado brasileiro, verificada no ano passado, foi contornada, mas agora são as empresas que não querem tomar recursos lá fora. De acordo com Lopes, a fraca demanda por crédito externo é o principal fator que justifica a queda na taxa de renovação dos empréstimos em moeda estrangeira. Normalmente, essa taxa supera os 100%, o que significa que, além de refinanciarem débitos que estão vencendo, as empresas fazem novas captações no mercado internacional.
No início do ano passado, com a incerteza que predominava em relação ao novo governo, a taxa de rolagem global chegou a 17%. No caso dos empréstimos diretos, a média de renovação era de 4% e nas operações envolvendo lançamento de títulos era de 29%. Em julho, esses valores estavam em 26%, no geral, 16% em empréstimos diretos e 30% nas operações com papéis. Segundo Lopes, houve um melhora em agosto, mas o nível ainda está abaixo dos 100%. (AE)





