Se o consumo de móveis entre os consumidores da classe média deve aumentar neste ano, é natural que a concorrência entre as indústrias voltadas para este nicho de mercado fique mais acirrada. Para conhecer melhor este novo consumidor e superar os concorrentes, algumas delas estão apostando em pesquisas que identificam até como o brasileiro utiliza cada móvel dentro de casa.
A Colibri, de Arapongas, mapeou os hábitos de 150 famílias da classe C de todo o País. Com entrevistas e através de fotos dos lares, descobriram diferentes peculiaridades e apostaram em 35 novos produtos para ampliar suas vendas. São detalhes que vão desde a utilização dos móveis como altar para algum santo até o espaço utilizado para sapatos ou perfumes. ''Hoje, é muito importante identificar este comportamento de consumo. São estas características que vão nos direcionar para o desenvolvimento de novos produtos'', comenta o diretor de mercado da Colibri, Marco Aurélio Kumura.
A importância da criação destes novos móveis foi tão impactante, que a Colibri estima que eles já são responsáveis por 50% de todo o faturamento da empresa, mesmo representando apenas 16,6% do portfólio trabalhado pela marca.
Para Kumura, os consumidores da classe C estão buscando produtos diferenciados - que mudam com cada vez mais velocidade - o que torna inviável que as empresas se espelhem umas nas outras para desenvolver seus portfólios. ''Não dá mais tempo de olhar o que os outros estão fazendo. Quando você percebe, o mercado já mudou. Com estes novos móveis voltados para a classe média, a expectativa é que nosso faturamento cresça 25% em 2012'', acredita o diretor de mercado da Colibri. (V.L.)

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