Curitiba Representantes de cerca de 30 empresas paranaenses da área de telefonia realizaram ontem um protesto em frente à sede da Brasil Telecom, em Brasília. Os empresários reivindicam o pagamento de R$ 8,4 milhões que a operadora de telefonia teria a pagar, resquícios da época em que a empresa IECSA-GTA controlava as ordens de serviço solicitadas à Brasil Telecom.
Em dezembro de 2002, a IECSA-GTA pediu concordata, alegando não ter recebido da Brasil Telecom um total de R$ 14 milhões. Sem a verba da operadora, a IECSA-GTA acabou suspendendo os repasses a cerca de 167 empresas terceirizadas contratadas por ela para realizar serviços na área de telefonia em todo o Estado.
Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Instalações Telefônicas do Paraná (Siitep), Biratã Higino Almeida Giacomoni, a maioria das empresas terceirizadas já fechou as portas devido à falta de recursos. ''Já faz um ano que estamos lutando para que a Brasil Telecom assuma os compromissos da IECSA e repasse os pagamentos, mas até agora eles só vêm empurrando com a barriga o assunto'', reclamou Giacomoni.
De acordo com o presidente do Siitep, não há data marcada para que se encerrem as manifestações em frente à sede da Brasil Telecom. ''Estamos entrando em contato com deputados, vereadores e com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná para levar nossa reivindicação. Não lutamos só pelo pagamento das dívidas, mas também para que essas empresas voltem a prestar serviços para a Brasil Telecom'', afirmou.
Para Giacomoni, a qualificação da mão-de-obra paranaense não devia ser descartada pela Brasil Telecom. ''Desde a época da Telepar, somos exportadores de tecnologia. Agora, a operadora está contratando empresas argentinas para realizar os serviços, esquecendo esse histórico'', criticou Giacomoni. A reportagem da Folha buscou contato com a Brasil Telecom, mas não obteve retorno.

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