Uma pesquisa divulgada ontem pela empresa de consultoria Arthur Andersen indicou que metade das empresas de São Paulo, Rio de Janeiro e estados da Região Sul garantiu ou pretende garantir a reposição salarial integral da inflação para seus funcionários. O percentual é superior ao registrado no ano passado, quando 43% das empresas consultadas aumentaram salários conforme a variação do custo de vida.
A pesquisa foi feita em novembro e ouviu 125 empresas nos cinco estados. As respostas trazem um tom de otimismo como se o empresariado estivesse realmente disposto a oferecer e garantir melhorias aos seus funcionários. Um dos dados mostra, inclusive, que 92% das empresas aumentarão o orçamento no Departamento de Recursos Humanos neste ano.
Eles se mostraram favoráveis também à distribuição de lucros e resultados para os funcionários, com um índice de resposta positiva de 64%. Do total, 31% responderam que irão remunerar por competência ou por habilidade seus empregados.
A pesquisa identificou ainda que as empresas disseram que estão preocupadas em oferecer mais benefícios ligados à qualidade de vida. Entre os serviços que são prestados aparece a assistência odontológica em primeiro lugar, seguida de planos de previdência privada. O auxílio refeição e transporte estão em seguida na citação das empresas.
O relatório Tendências em Recursos Humanos constatou ainda que a remuneração variável se consolidou no mercado brasileiro. Sessenta e quatro por cento das empresas adotaram um programa de participação nos lucros ou resultados.
Entre as tendências de mudanças, aparece o trabalho para alinhar os objetivos e planos de recursos humanos com as metas estratégicas da empresa, item respondido por 79% dos entrevistados. Em seguida, está a preocupação em treinar e capacitar os funcionários.
As empresas informaram ainda que há uma tendência acentuada em modificar ou rever o atual sistema atual de remuneração dos empregados. Esse item foi respondido por quase 40% dos entrevistados. Eles só não detalharam como se daria essa mudança, mas disseram que a estabilidade econômica verificada neste segundo semestre é um fator que contribui para garantir melhores salários e benefícios. A pesquisa da Arthur Andersen é feita duas vezes por ano, em maio e novembro, e é dividida em duas partes: remuneração e benefícios e tendências de recursos humanos.

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