'Empresas precisam manter uma visão exportadora'
São Paulo - Para Décio da Silva, diretor-presidente da Weg, a retomada no mercado doméstico ainda está muito ligada às empresas exportadoras. ''Nos setores estritamente voltados para o mercado interno, a recuperação ainda é tímida.'' O carro-chefe da Weg, que fatura R$ 2 bilhões por ano, são motores elétricos, usados em bombas e compressores que compõem máquinas industriais.
Como a recuperação ainda está tímida no primeiro trimestre - segundo o IBGE, o consumo das famílias só aumentou 1,2% -, o mercado externo continua sendo a tábua de salvação para muitos. A Bical, que participa em junho do showroom da Francal no Chile, quer aumentar de 10% para 20% o porcentual exportado.
''As empresas precisam manter uma visão exportadora - não dá para deixar de exportar quando o dólar cai ou o mercado doméstico melhora, isso acaba com a imagem da empresa no exterior'', diz Maurício Weiand, gerente de exportações da Florestal Alimentos, que produz balas, pirulitos e chocolates e exporta para 66 países. ''Não dá para ser só exportador de oportunidade. Nem que seja preciso investir para continuar exportando.'' (P.C.M./AE)





