A Promotoria de Defesa do Consumidor de Londrina pediu à Justiça a inclusão de sete pessoas e de quatro empresas como partes na ação civil pública contra a construtora Iguaçu do Brasil, suspeita de estelionato. São familiares do ex-prefeito de Mandaguari Carlos Alberto Campos de Oliveira, apontado como proprietário da Iguaçu, e empreendimentos que não estão no nome dele, mas sobre os quais há indícios de ligação com a construtora, investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). O promotor Miguel Sogaiar afirma que o pedido, feito na 9ª Vara Cível de Londrina, é para levantamento de informações em cartórios sobre a propriedade dos bens, que poderiam contribuir para o ressarcimento às vítimas. "Houve informações de que as empresas estão em nome de outras pessoas, mas estão ligadas à construtora."
A Iguaçu é investigada também criminalmente por estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica no comércio de ao menos 12 condomínios residenciais na cidade. Mais de 600 pessoas foram vítimas, na compra de casas que não foram entregues ou na venda de terrenos à empresa, em prejuízo estimado em mais de R$ 60 milhões. A Prefeitura de Londrina também apura internamente para descobrir se houve negligência na fiscalização de licenças para as obras.

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