Das 250 pequenas e médias empresas que mais cresceram no País de 2008 a 2010, 22 são do Paraná, incluindo 5 de Londrina. O ranking faz parte da 6 edição da pesquisa realizada pela Deloitte e pela Revista Exame PME. E o Paraná é o terceiro Estado com mais participação, perdendo apenas para São Paulo e Minas Gerais.
A empresa curitibana Akyama é a quarta da lista nacional, tendo apresentado um crescimento de 629,9% no período. Outra paranaense, a Techresult, também com sede na capital, chegou em quinto lugar, tendo crescido 468%. E a londrinense Veltec Soluções Tecnológicas é a 15 que mais cresceu em todo o Brasil: 249,5% (leia mais nesta página).
Para a pesquisa, foram convidadas 14 mil empresas em operações desde janeiro de 2006 com receita líquida entre R$ 5 milhões e R$ 250 milhões em suas demonostrações financeiras no final de 2010. Todas receberam questionários, sendo que 542 responderam.
Juntas, as 250 PMEs somavam receita de R$ 12,26 bilhões em 2010. E cresceram 97% nos três anos, uma média de 36% por ano. A maioria está no Sudeste (59%) e no Sul (20%). Na divisão por setor econômico, 32% são da indústria da transformação, seguidas pelas de informação e comunicação (18%). O comércio reúne 16% das PMEs do ranking e a construção, 10%. Por último, vem o setor de transporte, armazenagem e correio, com 4%. Os demais 20% foram classificadas como''outros''.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, a pesquisa revela a importância das empresas menores na economia do País. ''Estamos fazendo um trabalho junto com o Sebrae para incentivá-las'', afirma. Por meio do projeto Negócio a Negócio, as duas instituições prestaram consultoria a 6 mil micro e pequenas empresas da cidade, durante o ano passado.
Benvenho destaca que a Acil está trabalhando em dois outros projetos voltados a essas organizações: a Sociedade Garantidora de Crédito (SGC) e o Crédito Orientado. Ambos visam ao financiamento e à capacitação das empresas menores.
Coordenador do Conselho Temático da Micro, Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Norbert Heinze, ressalta que é preciso ter cuidado na hora de classificar as empresas por porte. ''Existem conceitos diferentes'', avisa.
De acordo com ele, no setor industrial, só são consideradas grandes aquelas que têm mais de 500 funcionários. E elas são minoria absoluta no Brasil: apenas 3 mil num universo de 600 mil empresas, ou 0,5% do total. As médias, que empregam entre 100 e 500 pessoas, somam 15 mil unidades, ou seja, 2,5% do bolo. O restante, 97%, é classificado como micro e pequenas, com menos de 100 empregos.
Heinze ressalta que, apesar de numerosas, as menores indústrias faturam apenas 20% do total do setor. ''Na Europa, elas ficam com 40% do bolo'', diferencia. De acordo com ele, isso é reflexo de legislações antigas existentes por lá que incentivam as indústrias pequenas. .
No Brasil, lembra o coordenador, as medidas governamentais de apoio as menores empresas são mais recentes. ''O governo agora está pensando em criar uma secretaria ou um ministério para o setor. Está começando a adotar o PPP (pense nas pequenas primeiro)'', ressalta.

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