Até 2015, os investimentos da Petrobras em torno da cadeia produtiva do pré-sal devem movimentar cerca de US$ 224 bilhões. O número significativo é peça chave para fomentar a atração de empresas de todos os portes para participar do setor, principalmente porque a orientação dada a estatal é de que 60% dos materiais utilizados na exploração do petróleo, gás e energia sejam nacionais.
Por isso, a bilionária cadeia produtiva do pré-sal e as oportunidades que ela pode trazer aos empreendedores paranaenses nos próximos anos serão discutidas amanhã no seminário ''Mobilização da Cadeia de Fornecedores para o Pré-sal'', que acontece em Londrina das 8h às 12h30, no Teatro Marista. O evento - que já foi realizado na Capital do Estado no início deste mês - deve reunir potenciais fornecedores de serviços e produtos para a cadeia, que irão debater de forma técnica como ingressar na cadeia produtiva.
O Sebrae/PR, em parceria com a estatal, idealizou em 2007 o Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo, Gás e Energia, que procura fomentar principalmente as micro e pequenas empresas do Paraná, dando suporte técnico e trazendo informações de como participar deste mercado.
Pedro César Rychuv Santos, gestor do projeto no Sebrae, salienta que a demanda da Petrobras para a cadeia do pré-sal já é alta e deve crescer ainda mais nos próximos anos. Por isso, ele explica que os empresários paranaenses devem conhecer este mercado. ''Temos muitas empresas, dos mais diversos segmentos, com potencial para participar das licitações e cartas-convite. Algumas já estão à frente, inclusive de Londrina, e até participaram de uma visita técnica promovida pelo projeto na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) em setembro'', relembra Santos.
O gestor cita ainda algumas áreas empresariais do Estado que podem conquistar espaço. Ele lembra rapidamente do polo têxtil de Cianorte - que pode concorrer em produtos como uniformes - e o Arranjo Produtivo Local (APL) de bonés de Apucarana. ''As empresas quem têm vencido as licitações do segmento de uniformes, por exemplo, são de Salvador e não aqui do Paraná, mesmo com nosso polo sendo muito forte'', avalia.
Além das licitações, é possível que as empresas ainda consigam participar do setor bilionário sendo contratadas de forma terceirizada por grandes empresas como a Odebrech e a Camargo Corrêa. ''O primeiro passo são as empresas buscarem informações e participarem do processo. Logo em seguida, elas devem se cadastrar no site da Petrobras''.
Para o diretor de Operações do Sebrae/PR, Julio Cezar Agostini, o ingresso dos pequenos negócios na cadeia produtiva do petróleo, gás e energia é importante porque traz uma variedade imensa. Segundo ele, a Petrobras 'compra desde um alfinete até helicópteros'. ''A criação da Redepetro Paraná, que reúne um cadastro de pequenas empresas capacitadas para serem fornecedoras de grandes empresas também foi um grande passo nesse processo de inclusão. São pequenos negócios, que têm apostado na qualificação como diferencial do mercado. O pré-sal é a oportunidade do momento'', decreta Agostini.
Serviço
O Seminário Pré-sal: Mobilização da Cadeia de Fornecedores acontece amanhã, das 8h às 12h30, no Teatro Marista (Rua Cristiano Machado 240, Jardim Bancários). O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser realizadas gratuitamente através do site www.ric.com.br/presal.

Imagem ilustrativa da imagem Empresas paranaenses estão de olho no pré-sal
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