Empresas não se adequam às leis de agrotóxicos
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terça-feira, 28 de maio de 2002
Da Redação 
Curitiba - O cumprimento das leis que tratam da recepção, armazenagem e destinação de embalagens de agrotóxicos e também da situação ambiental das instalações dos estabelecimentos que vendem esses produtos funções, pode inviabilizar a produção agropecuária brasileira. O alerta é do secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), Deni Schwartz.
Segundo ele, as empresas não se readequaram e a Seab, a partir da vigência das leis, terá que interditar as lojas em situação ilegal e seus estoques. Esses produtos poderão ser transferidos e comercializados em outras lojas que tenham o funcionamento autorizado, num prazo de 20 dias. Depois disso, se não tiver ocorrido a regularização, as mercadorias serão apreendidos e a loja terá cassado o registro. A lei que trata da destinação e recolhimento das embalagens entra em vigor no próximo dia 1º. A outra, sobre as instalações dos estabelecimentos que vendem agrotóxicos, começa a valer em 8 de julho.
Além de ficar sem os agrotóxicos para utilizar nas lavouras, o prejuízo dos agricultores terá efeitos sobre a pecuária, explica o secretário. Além de não poder adquirir os produtos das casas especializadas, eles correm o risco de não ter alimento suficiente para o rebanho, uma vez que a ocorrência de pragas sem a possibilidade de combate pode diminuir a oferta de milho, observa.
Existem no Paraná 1,3 mil lojas que vendem em média 42 mil toneladas de agrotóxicos por ano. Isso representa uma movimentação anual média de US$ 600 milhões. Pouco mais de 40 lojas já protocolaram os pedidos de licença junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Outro problema é como proceder com as embalagens vazias, que devem ser entregues pelo agricultor nos pontos de coleta depois da tríplice lavagem. Como na maior parte do Estado ainda não se sabe onde deverão ser entregues os frascos, o agricultor terá de retê-los na sua propriedade e, com isso, também desrespeitar a lei.


