Empresas não fazem gestão da conta de luz
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terça-feira, 14 de agosto de 2018
Aline Machado Parodi 
A análise da conta de energia elétrica é uma aliada importante na redução de custos de produção. Muitas vezes, as empresas estão pagando multas pela geração de energia reativa excedente e nem percebem."É comum as empresas cadastrarem para a fatura ir direto para o departamento financeiro, que paga mas não faz uma gestão do que a empresa está gastando", afirmou Osmar Fernandes, atendente do Grupo A da Copel.
Energia reativa é a energia que fica disponível para quando o maquinário é ligado. Quando não consumida, ela retorna para o sistema elétrico. A Aneel define o limite aceitável de geração de energia reativa por unidade consumidora para cada faixa de horário. Quando estes níveis são ultrapassados, a distribuidora, no caso do Paraná a Copel, cobra uma multa pelo excedente.
Para o kW/h de energia reativa é aplicada a tarifa B3, que segundo o atendente, é mais barata do que o valor normal e cobrada sobre o volume excedido naquela faixa de horário. Um equipamento mal dimensionado pode gerar energia reativa.
A instalação de bancos de capacitores auxilia no controle dessa energia. "Os bancos de capacitores são painéis elétricos que controlam as oscilações de potência dos equipamentos. Eles são instalados por grupos de cargas, ou seja, em um setor com diversas máquinas para correção de fator de potência coletivo ou de modo localizado junto ao equipamento a ser corrigido", explicou Fábio Amaral, diretor da Engerey Painéis Elétricos.
O gerente da Divisão de Medição Norte da Copel, Marcos Dantas de Oliveira, chama a atenção também para a análise do volume de energia contratado com a concessionária. "Às vezes, a demanda contratada é maior do que a necessidade dele. Com a crise, às vezes o cliente desativou uma linha de produção, está com equipamento ocioso, então é bom revisar o contrato", afirmou. (A.M.P)


