Empresas melhoram benefícios aos funcionários
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Vinte e sete por cento das empresas brasileiras contam com algum tipo de flexibilidade nos benefícios oferecidos para os trabalhadores contratados. Na Região Sul, o percentual aumenta para 33% das empresas. Os benefícios flexíveis normalmente são maiores do que aqueles que foram exigidos em convenções trabalhistas.
A pesquisa foi divulgada este mês pela Hewitt Associates Brasil, uma das maiores consultorias em Recursos Humanos do País. A Pesquisa Anual de Benefícios ouviu 137 empresas de grande e médio portes. Mais de 50% das empresas sulinas analisadas são das áreas de alimentos, bebidas, tabaco, comércio, máquinas e equipamentos.
Os dados revelaram que 100% das empresas analisadas oferecem benefícios de assistência médica e de seguro de vida na Região Sul. Os planos de saúde são diferenciados e podem ser com cobertura total ou parcial. Quase todos os convênios médicos aceitam não apenas o funcionário como também seus dependentes como usuários plenos (esposa, filhos menores de 21 anos, companheira, marido, filhos universitários). Muitas empresas têm programas de promoção à saúde com palestras e explicações de como os usuários podem se prevenir de doenças como diabetes, hipertensão, doenças renais e cardiovasculares.
Todas as empresas analisadas oferecem também algum tipo de alimentação. Ou através de refeitórios (87%) ou com vale-refeição (73%) e vale-alimentação (53%). De acordo com a consultora sênior da Hewitt Associates, Thaís Blanco, existe um conceito maior de preocupação das empresas sulinas com os seus funcionários do que em outras regiões brasileiras. Até porque as empresas estão se conscientizando que é mais barato para elas oferecer benefícios (que não têm impostos) do que dar o mesmo valor em dinheiro no contracheque do trabalhador. ''É mais barato para a empresa e para o funcionário'', ponderou Thaís.
Comparado a anos anteriores, os planos mudaram e estão recebendo cada vez mais dependentes. Inclusive de companheiros homossexuais - o que até 2004 era raro ocorrer. A incidência de programas como previdência complementar, assistência odontológica e promoção à saúde subiu, em média, 12% quando comparados com os resultados do ano passado. O dobro das empresas estão oferecendo agora programas de educação aos funcionários.
Os benefícios flexíveis normalmente são maiores do que aqueles que foram exigidos em convenções trabalhistas.
''Houve um aumento da flexibilização dos benefícios com o conceito de mudança de percepção de valor. As empresas também estão preocupadas em fazer uma gestão adequada de casos de doentes crônicos. Estes são os pontos positivos da pesquisa'', enumerou a consultora.
Como ponto negativo, Thaís destacou a falta de empenho das empresas em fazer um diagnóstico dos problemas existentes e a busca de soluções. ''As empresas ainda não buscam descobrir onde está o gargalo. Elas precisam terceirizar setores. Fazer este diagnóstico tem que deixar de ser perda de tempo para se transformar em investimento de tempo'', ponderou.


