Londrina é apenas o 7º município no ranking estadual dos que mais exportaram no ano passado. Paranaguá, Maringá, São José dos Pinhais, Curitiba, Araucária e Ponta Grossa venderam mais para o exterior. A boa notícia é que há cada vez mais empresas londrinenses se lançando ao mercado exterior. Há 10 anos, eram 69, agora são 85.
E, diferentemente do que muita gente pensa, daqui não saem apenas grãos, mas uma gama de produtos variados para 105 países do mundo, da África do Sul ao Vietnã. Artesanato, café industrializado, fios de seda e mercadorias de alto valor agregado como elevadores, produtos odontológicos inovadores e vacinas e medicamentos para animais estão neste rol.
No ano passado, a cidade exportou 831,7 milhões de dólares, ou mais de R$ 1,6 bi. As importações totalizaram US$ 451,9 milhões. Duas das 85 empresas - a Seara e a Cacique de Café Solúvel - venderam acima de US$ 50 milhões para o exterior em 2012. Oito exportaram entre US$ 10 milhões e US$ 50 milhões e 18, de US$ 1 milhão a US$ 10 milhões. As demais exportaram até US$ 1 milhão.
O País que comprou do maior número de empresas londrinenses (25) foi o Paraguai. Com os Estados Unidos, 21 estabelecimentos fizeram negócio. Já a Argentina comprou de 18 empresas da cidade.
A Meridional exporta glicerina e ácidos graxos para 13 países. A sede administrativa da empresa é em Londrina, mas a fábrica fica em Ponta Grossa. ''Nós fazemos o beneficiamento em Ponta Grossa porque fica mais perto do porto'', conta o diretor presidente da empresa, Leonardo Nasser Gardemann.
Segundo ele, que é formado em comércio exterior, a empresa foi criada em 2007 com o objetivo de atender o mercado estrangeiro, que representa 70% do faturamento da Meridional.
De acordo com Gardemann, o Brasil ainda não tem ''vocação e cultura'' de exportação. E a burocracia e os custos portuários são os principais problemas enfrentados pela empresa. ''O custo de capatazia (movimentação dos produtos dentro do porto) é de R$ 700 por contêiner em Paranaguá e de R$ 140 na Malásia'', compara.
O empresário ressalta que o processo de liberação das mercadorias é muito demorado. ''Já ficamos com carga parada por dois meses no porto. Não sabíamos mais o que dizer para o cliente'', destaca. De acordo com ele, para transpor as dificuldades e sobreviver neste mercado, é preciso ter uma equipe bem capacitada. ''Tenho quatro pessoas que fazem a execução dos contratos, que entende do negócio, que sabe fazer exportação'', destaca.
Gardemann diz que a Meridional tem vontade de trazer a fábrica para Londrina. Para ele, a duplicação da PR-445 ajudaria a empresa a tomar esta decisão.

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