Empresas já têm provisão para cliente de risco
Uma das redes pioneiras em crédito direto ao consumidor no País, a Arapuã registrou no terceiro trimestre deste ano perdas 20% menores que as apuradas no trimestre anterior e 12% inferiores ao primeiro trimestre. Neste terceiro trimestre está sendo feita uma provisão adicional para devedores duvidosos de R$ 6,7 milhões, que somado ao saldo anterior apresenta valor acumulado de R$ 20,5 milhões, diz o diretor da rede, João Alberto Ianhêz.
Segundo ele, um dos pontos importantes para a rede é ter know-how em crediário. O sistema de crediário da rede é responsável por 80% do faturamento do grupo, que neste ano vai chegar a R$ 2 bilhões em suas 200 lojas.
A Associação Paranaense dos Supermercados (Apras), que representa um setor que nunca financiou compras, precisou adquirir experiência no assunto. Os supermercados não sabem vender a prazo e o setor entrou nisso por força das circunstâncias, diz. O secretário geral da entidade, Moacir Moura, diz que a Apras aprimorou o cadastro de seus clientes e entrou em sistemas como Protecheque (para verificar se o cheque não é roubado), no SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito) e no Serasa (sistema dos bancos para a checagem a autenticidade de cheques).
Nas lojas isoladas, que não estão vinculadas a entidades de proteção ao crédito, a situação é diferente. Na Diamantina, loja de eletrodomésticos do centro de Curitiba, a inadimplência é de 12%. Um dos fatores que tem reduzido nossas vendas é o endividamento de nossos clientes, diz o proprietário, Jonas Batista de Souza. Ele cobra juros de 7% e financia em até 15 vezes. Jonas de Souza diz que apesar da queda nas vendas, em torno de 30% em relação ao ano passado, não suspendeu as compras. (M.T.M.)





