Para o diretor da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav) - regional Londrina, Valentin Martins, a crise cambial atinge em cheio o turismo internacional e vai exigir verdadeira ginástica para que empresas mantenham os brasileiros nas rotas de viagens ao exterior. No final da semana passada a cotação do dólar para emissão das passagens internacionais estava em R$ 1,98. Bem superior ao câmbio anterior à crise, na casa dos R$ 1,22. ‘‘Certamente já existe um desinteresse pelo exterior’’, diz.
Para Martins, ainda é cedo para falar em aquecimento dos pacotes domésticos. Segundo ele, a crise pegou o setor turístico praticamente na fase final de comercialização das viagens de férias. Ele informa que, antecipando-se a um possível aquecimento do setor, as empresas já começam a mostrar estratégias para manter os brasileiros no exterior.
No final da semana começaram a chegar às agências as tabelas das viagens para o exterior na baixa temporada, que começa após o carnaval. Uma viagem para Miami está sendo comercializada a US$ 586, contra US$ 972 na baixa temporada de 98. A diferença em dólar é significativa e pode representar uma tentativa das empresas estarem absorvendo parte da alta do dólar.
Martinx evita falar em redução de preços. Mesmo assim, afirma, os valores entre os pacotes internacionais poderão até se tornar proporcionalmente iguais, mas o câmbio ainda favorece as viagens internas. Neste caso, ponto para o turismo doméstico. (P.L)

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