Empresas instalam TVs e telões para funcionários
Empresas instalam TVs e
telões para funcionários
As três partidas iniciais da seleção brasileira na Copa do Mundo serão em dias de semana e no horário comercial. Para garantir que os funcionários possam ver o jogos, as empresas providenciam televisores e telões. Outras vão dispensar os funcionários mais cedo.
Não dá para imaginar que as pessoas trabalhando em uma linha de produção vão ouvir o grito de gol sem participar, argumenta José Luiz Weiss, diretor de desenvolvimento organizacional da Panamco Spal, a maior fabricante de Coca-Cola do país, com 6 mil funcionários. Na fábrica, que trabalha em sistema de turnos e não pode parar, os operários terão direito a um telão nos três jogos iniciais, contra a Escócia, o Marrocos e a Noruega.
Na Levis, haverá TV de tela grande apenas para os sacrificados que ficarem de plantão, meia dúzia de funcionários que terá direito a salgadinhos para acompanhar as partidas. Para a maioria, o clima será festivo. O primeiro jogo é na quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi. Como a empresa já segue o padrão mundial de não trabalhar nas sextas-feiras à tarde, volta ao batente só mesmo na segunda.
O diretor de Recursos Humanos da empresa, Carlos José dos Santos, acha que a solução é mais do que adequada. Não adianta ficarmos cheio de dedos; o fato é que o Brasil pára, diz. Ele garante que a generosidade veio com a experiência. Aprendemos com outras copas.
Para os funcionários de escritório da Zeneca do Brasil, multinacional inglesa de defensivos agrícolas, o esquema terá mais rigor. No jogo contra a Escócia, na quarta-feira às 12h30, assiste-se à partida e depois volta-se para o trabalho. Nas partidas contra o Marrocos e a Noruega, marcadas para as 16 horas, eles serão liberados uma hora antes. Quem mora longe e teme não chegar a tempo poderá assistir no local mesmo.
Roseli Decarli Manoel, supervisora de Recursos Humanos, acha que não fica bem para a empresa, que tem contato permanente com a matriz na Inglaterra, parar só por causa do futebol. É uma questão de imagem, avalia. Para ela, os funcionários não estão insatisfeitos, já que ao ser dispensados mais cedo estarão livres de fazer a compensação.





