Nem a obrigatoriedade, por lei, da emissão da nota fiscal eletrônica é motivo suficiente para a maioria das empresas adotar o novo sistema. Das 424 empresas que deveriam emitir a nota eletrônica a partir de hoje no Norte do Paraná, apenas 36% estavam com o processo regulariazado ou em fase de finalização na delegacia da Receita Estadual em Londrina. Outros 13% foram considerados desobrigados pelos critérios legais (estavam em outros grupos de empresas, por exemplo) e 51% permaneciam sem o credenciamento necessário.
O levantamento foi realizado pelo auditor fiscal Eli Junior Lombardi. Segundo ele, as empresas podem regularizar a situação a qualquer momento, mas não podem emitir a nota fiscal pelo sistema antigo, ou seja, no papel. Lombardi diz que as empresas em situação irregular podem ser multadas em 30% sobre o valor da mercadoria, além dos impostos devidos.
Segundo o auditor todos foram avisados por e-mail e por correspondência desde o início do ano. Também foram realizadas palestras para contadores e empresários. As empresas que permanecem em situação irrregular devem procurar a Receita o mais rápido possível porque há uma série de providências a serem tomadas. ''A empresa tem que adquirir um certificado, que é assinatura digital, deve instalar um software, passar por uma fase de testes e só depois ser autorizada; e isso demora alguns dias''.
Lombardi explica que a adoção do sistema de nota fiscal eletrônica, além de mais avançado do ponto de vista tecnológico, evita as fraudes e aumenta o controle do órgão. Antes, as cópias das notas emitidas eram encaminhadas à Receita apenas no final do mês e, a partir de agora, cada emissão é automaticamente registrada. No caso do transporte de mercadorias, o motorista deve ter em mãos uma cópia da nota, mas segundo Lombardi, o que vale mesmo é o arquivo digital.

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