Empresas fazem pacto contra soja
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segunda-feira, 24 de julho de 2006
Alexandre Inacio<br>Agência Estado 
São Paulo - O anúncio de que as quatro maiores tradings de soja do Brasil (ADM, Bunge, Cargill e Louis Drayfus) irão boicotar a compra de soja proveniente de regiões desmatadas da Floresta Amazônica fez com que as principais entidades representantes tomassem medidas rápidas. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) anunciaram que, a partir da safra 2006/07, irão adotar um sistema de governança ''em que não será mais permitida a comercialização da soja oriunda de regiões de desmatamento''.
Segundo Sérgio Mendes, diretor-executivo da Anec, o Bioma Amazônico corresponde a 418,44 milhões de hectares e as lavouras de soja ocupam uma área de 1,15 milhão de hectares dentro desse universo. ''A soja nessa região representa apenas 0,27% da área total. Vamos mostrar às organizações não-governamentais (ONGs) que essa é uma área muito pequena e que não prejudica em nada o bioma amazônico'', afirma Mendes.
O próximo passo das entidades é encontrar o interlocutor adequado para passar às ONGs internacionais os números levantados sobre o cultivo de soja na Amazônia. Um dos nomes mais cotados é o de Mário Mantovani, diretor de Relações Institucionais da SOS Mata Atlântica. ''É importante que essa pessoa seja respeitada pelas ONGs e que ela possa passar as informações de forma clara'', explica Mendes, ao informar que ainda não existe um nome fechado.
A pressão das tradings é resultado de um acordo firmado entre supermercados, empresas alimentícias e redes de fast-food internacionais, que se comprometeram em não utilizar soja cultivada ilegalmente na região amazônica.


