Rio de Janeiro - O levantamento mostra que no primeiro semestre de 2004 o consumo de alimentos cresceu em quase todas as regiões pesquisadas, à exceção de São Paulo (-0,8%). Os maiores avanços foram na área que reúne Espírito Santo, Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro (8,8%) e Centro-Oeste (8%).
No interior paulista, houve também um crescimento expressivo, de 4,4%, acima da média nacional (3,7%). Os dados da Nielsen mostram que ''o consumidor que estava otimista desde o início do ano e mais propenso a gastar mais, principalmente em alimentos, já demonstra esse desejo com produtos derivados de leite, carnes, mas ainda mostra retração em produtos supérfluos, e com alguma taxa de substituição de marcas''.
A J. Macêdo, empresa de alimentos com 2,4 mil empregados e faturamento para o ano previsto em R$ 1,1 bilhão, confirma a melhora nas vendas desde meados do ano. ''Estamos percebendo uma mudança de julho para cá. Está engrenando o consumo'', confirma o diretor de vendas da J. Macêdo, Jacob Cremasco. O executivo conta que a empresa já está conseguindo cumprir as metas, mas ''não consegue o repasse (de preços)''.
Segundo ele, há ''pressão de custos'', principalmente vinda do setor de embalagens. A defasagem média nos preços da empresa é de 6%. Cremasco avalia que a população de baixa renda está procurando produto com a maior qualidade possível, dentro dos limites da renda, ''porque não pode errar na compra''.
O levantamento da Nielsen mostra que algumas das categorias de alimento cujas vendas mais cresceram foram bolo industrializado (47% em volume), café em pó (17%), mistura para bolo (14%), achocolatados (14%), embutido de carnes (13%) e leite longa vida (10%). Já as maiores quedas foram em pratos semi-prontos (-34%), queijo petit suisse (-10%), sopa (-8%), sorvete (-8%) e sobremesa pronta (-7%). (AE)

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