A auditoria realizada nas contas da Prefeitura de Maringá, para detectar desvios de dinheiro público, encontrou ilegalidades na concessão de benefícios fiscais para empresas. O prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT), acredita que o ‘‘rombo’’ passe de R$ 1 milhão apenas no ISSQN, o imposto sobre serviços de qualquer natureza. Mais de 100 empresas devem ser convidadas a explicar os motivos do benefício. Segundo José Cláudio, a auditoria vai alcançar também o IPTU.
Ele não precisou em que administrações os benefícios ‘‘ilegais’’ foram concedidos, mas disse que possivelmente através de acordos verbais as empresas faziam o acerto do tributo. ‘‘A dívida da empresa referente a impostos municipais era baixada sem pagamento. Diante das evidências não existe defesa’’, argumenta José Cláudio. O município, continua, vai convocar uma a uma as empresas ‘‘beneficiadas’’. Se preciso, a prefeitura vai passar o esquema para o Ministério Público.
O secretário de Fazenda, Ênio Verri, explica que a prefeitura precisa melhorar a arrecadação, o que será feito com uma reforma tributária. Ele recela que as dívidas do município a curto prazo chegam a quase R$ 220 milhões. Contra uma arrecadação de R$ 110 milhões projetada para este ano. ‘‘Teremos que promover auditorias junto aos grandes contribuintes’’.

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