São Paulo - As empresas Eucatex S.A. Indústria e Comércio e a Eucatex Química e Mineral Ltda., cujo principal acionista é o ex-governador de Paulo Salim Maluf, requereram ontem, em caráter de urgência, concordata preventiva no Fórum de Salto (SP), onde estão sediadas. As empresas pedem moratória judicial, assumindo o compromisso de pagar seus débitos em duas prestações anuais, com juros moratórios de 6% ao ano.
A dívida total declarada no último balanço, em dezembro, foi de R$ 302,1 milhões, sendo que 60,3% referem-se a empréstimos em dólares. A empresa justifica o pedido com o argumento de que a desvalorização cambial acumulada entre 1999 e 2002 foi de 254%.
Procurado, o ex-governador Paulo Maluf não foi localizado. Sua assessoria informou que ele não é diretor da empresa e não se encontra em São Paulo. Em nota oficial, a empresa alega que ''as altas de juros e a elevada carga tributária, reconhecida pelo próprio governo, sufocam a atividade produtiva, não se vendo no horizonte próximo perspectiva de melhora''.
As empresas, que já vinham sendo cobradas judicialmente por ''alguns credores mais afoitos'', não revelam o montante de seus ativos e passivos atuais. Elas pedem prazo de 30 dias para juntar os balanços especiais e demais documentos exigidos por lei.

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