São Paulo - Para Isabella Nunes Pereira, da Coordenação de Indústria do IBGE, os dados da pesquisa sobre emprego industial são ''uma resposta do mercado de trabalho a um quadro de desaceleração na margem da produção''. Segundo a economista, ''há um cenário de indecisão para os empresários, que são os agentes das contratações''. Essa indecisão, de acordo com ela, responde às taxas de juros em trajetória de elevação, ''ligeira pressão'' da inflação e desaceleração da atividade industrial na margem. Isabella explica que é como se as empresas estivessem em compasso de espera, em um momento mais cauteloso.
Apesar disso, ela sublinhou que, mesmo que o mercado de trabalho esteja respondendo aos movimentos da produção industrial com estabilidade, ela ocorre no nível mais elevado do emprego na indústria da série da pesquisa, iniciada em março de 2001. Isabella explica que o emprego industrial vinha em trajetória ascendente desde abril de 2004 e, em novembro do ano passado, atingiu o nível mais elevado da série, estabilizando a partir de então.
A estabilidade diagnosticada por Isabella no emprego industrial é ilustrada pelo índice de média móvel trimestral, considerado o principal indicador de tendência e que permaneceu ''praticamente estável'' no mês, com variação negativa de 0,1% entre o trimestre encerrado em fevereiro e o terminado em janeiro. (AE)

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