Empresas especializadas seguem tendências
Bastante usado antigamente como cerca viva ou para marcar caminhos, o buxinho volta à tona podado em formatos diversos e disposto junto de outras espécies. A espada-de-são-jorge, que não podia faltar no jardim da vovó, é bastante procurada hoje para compor a decoração de ambientes em modernos cachepôs e floreiras. Assim como outros setores, as empresas especializadas em plantas seguem tendências.
''Houve as 'febres' da samambaia (para varandas ou ambientes internos) e do pingo de ouro e do beijinho americano (para jardins). São plantas que hoje quase não se usa tanto. Samambaia, por exemplo, só procura mesmo quem tem paixão por ela'', afirma Clarice Suzuki, integrante de uma família que administra há 33 anos uma empresa de plantas e jardinagem em Londrina.
Clarice conta que atualmente quase não se cultiva flores de temporada como beijinho, amor-perfeito, onze-horas, por causa da manutenção: é preciso estar sempre replantando para manter florido. ''Quem quer flor hoje opta por espécies mais práticas como primavera, azaléia, orquídea-bambú (terrestre)'', diz.
Para ambientes internos, a opção mais comum é a ráfia, que nunca sai de moda por ser prática, versátil, bonita e resistente. ''Mas muita gente não quer justamente por ser muito comum. Em todo lugar tem'', diz Clarice, que vende um vaso simples de ráfia a partir de R$ 80 (sem o frete). Por haste, o preço fica entre R$ 12 e R$ 18 cada.
Outra opção resistente é a zamiocuca. ''Até longe da luz natural vai bem. A pessoa pode viajar e deixá-la um mês sem água que ela resiste'', diz. Clarice observa, porém, que quem adquire uma planta precisa estar ciente da manutenção. ''É um ser vivo, exige cuidados. Uma dica básica é sempre sentir a umidade da terra para saber quando e como colocar água'', ensina. (G.M.)





