Empresas encantam clientes e funcionários
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sábado, 08 de maio de 2010
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As empresas querem encantar não só os clientes, mas também os funcionários. Algumas companhias perceberam que é muito mais caro e desagradável perder empregados e têm feito de tudo para segurá-los. A forma encontrada foi oferecer benefícios que vão além do plano de saúde e do vale-alimentação ou mesmo dos que estão previstos na legislação trabalhista como 13º salário, férias e FGTS. Há até companhias que pagam 80% da mensalidade da academia de ginástica do funcionário e auxílio babá para filhos de quatro meses a um ano de idade.
A remuneração é uma das coisas mais delicadas que a empresa tem a tratar e não se resume a salário. A opinião é do head hunter Bernet Entschev que destaca que é cada vez menor o número de empresas que pagam só o rendimento mensal. Ele lembrou que há benefícios que são isentos de impostos para as empresas. Há até quem tenha o carro da empresa para usar no fim de semana e participe de sorteio de viagens por bom desempenho.
Segundo Entschev o benefício preferido dos funcionários é o plano de previdência privada. O mais comum é a cada R$ 1 investido pelo trabalhador, a empresa entrar com outro R$ 1. As companhias melhores oferecem R$ 2 a R$ 3 para cada R$ 1 aplicado pelo empregado. ''O fundo de previdência impede que o funcionário saia da empresa. Caso peça demissão antes de dez anos de contribuição, perde o valor que a companhia depositou'', explicou.
O head hunter destacou ainda que, todo benefício que a empresa oferece, no segundo mês já está incorporado no orçamento do funcionário. ''Se for mera obrigação, o empregado não valoriza'', destacou.
As companhias que oferecem benefícios diferenciados ganham assiduidade, comprometimento com o trabalho e responsabilidade do empregado, além de aumento de produtividade. ''A pessoa trabalha com mais entusiasmo, diminui o número de erros e é criado um clima na organização mais alegre e espontâneo'', disse.
A tendência das empresas de oferecerem benefícios depende muito da cultura organizacional e dos acionistas. ''Quanto mais evoluído o capitalista, mais divide. Quanto mais primitivo, mais os funcionários trabalham com má vontade'', destacou.


