Empresas e Negócios
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Pirataria em ação
Os prejuízos das empresas instaladas no Brasil com a falsificação de marcas e patentes já atingem US$ 4 bilhões. Dados da Receita e Polícia Federal. Os chamados casos de pirataria estão crescendo cerca de 30% a cada ano, apesar da intensificação do combate a essas práticas.
Na semana passada, por exemplo, foram fechadas em São Paulo 10 fábricas clandestinas que falsificavam produtos da Warner, como os astros de desenhos animados Piu-Piu, Frajola, Pernalonga e outros. A falsificação atinge até a batata frita Rufles, da Elma Chips. Recentemente foram apreendidas, no ABC paulista, 15 toneladas de um produto que imitava a Rufles, reproduzindo a embalagem original, inclusive com as figuras de Tazos.
Paraguai e China estão entre as maiores fontes de abastecimento de produtos falsificados. No mundo, o comércio movimenta US$ 500 bi, segundo estimativas de autoridades especializadas. Segundo a Receita Federal, somente em cigarros falsificados que entram no País, as indústrias nacionais deixam de faturar pelo menos US$ 1,2 bi. O cigarro mais falsificado é o Marlboro. Leão mais manso
Apesar da choradeira dos empresários brasileiros, pesquisa da consultoria KPMG em 60 países publicada pelo jornal Folha de São Paulo mostra que a alíquota de Imposto de Renda paga pelas empresas instaladas aqui é menor do que o imposto médio cobrado nos países da América Latina.
Segundo o levantamento, enquanto no Brasil a alíquota máxima para pessoa júridicas chega a 25%, os países da América Latina têm alíquotas médias próximas de 30%.
O imposto é maior nos países desenvolvidos que integram a Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento e a União Européia. A alíquota do IR para as empresas instaladas nesses países é de cerca de 37%, em média. Em alguns países do Sudeste Asiático, as alíquotas são próximas das taxas cobradas na América Latina: em torno de 30%.
Veja a situação em alguns países: na Alemanha, o imposto chega a 57,42% (sobre os lucros retidos). Na Itália, atinge 53,2%. No Japão, 51,64%. Na América Latina, a Argentina tem alíquota de 33%, o México, 34%, e o Paraguai, 30%. Na região, somente Chile (15%) e Equador (20%) têm imposto inferior ao cobrado das empresas brasileiras.CURTAS
Otimismo Pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, em setembro, mostra que aumentou o número de empresários do setor que acredita numa estabilidade econômica (de 54% em agosto para 58% em setembro), mas caiu a parcela confiante numa melhora (de 24% no mês passado passou para 18% este mês).
Explosão celular O mercado de telefonia celular viveu uma explosão nos últimos três meses na Argentina, ao passar de 700 mil linhas para 1,2 milhão - um aumento de mais de 70%. O volume de tráfego no sistema, entretanto, aumentou apenas de 10% a 20%. Com o alto custo das chamadas, os novos usuários parecem estar utilizando o serviço com algum cuidado.





