Empresas do PR querem mais competitividade
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terça-feira, 30 de setembro de 2003
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
Curitiba Empresários e representantes do governo lançaram ontem, durante o I Encontro Paranaense de Competitividade, realizado em Curitiba, duas iniciativas que prometem mexer com os conceitos de gestão das indústrias paranaenses. Por meio de conscientização e capacitação dos empresários, a idéia é ampliar a aplicação de programas de qualidade e produtividade nas indústrias. Como objetivo final, o que se espera é um crescimento significativo na capacidade competitiva da produção do Paraná.
''A maioria das empresas já trabalha com programas de qualidade, mas não temos essa rede de disseminação como o estado do Rio Grande do Sul já tem'', diz o presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Rodrigo Rocha Loures. A expectativa é que a partir da instalação do Fórum Estadual de Competitividade criado pelo governo estadual e do lançamento do Movimento Paraná Competitivo, consumados ontem, o Paraná também consiga implementar ações para o desenvolvimento sustentável e aumento da capacidade competitiva das cadeias e arranjos produtivos locais.
Fulgêncio Torres Viruel, superintendente do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP) no Paraná entidade que irá coordenar o Movimento Paraná Competitivo explica que os dois programas são derivativos de programas nacionais. O Movimento Brasil Competitivo, criado em parceria entre o governo federal e iniciativa privada, vem se regionalizando aos poucos.
O Rio Grande do Sul exibe os melhores números. De acordo com o Jorge Gerdau, presidente do Conselho Superior do Movimento Brasil Competitivo, o movimento gaúcho de competitividade tem a participação de 6,1 mil organizações e empresas, envolvendo 980 mil pessoas em projetos de qualidade. No Paraná, segundo Rocha Loures, o movimento vai tentar atrair inicialmente cerca de 900 empresas, que respondem por 95% do ICMS recolhido pelo Estado, para adesão aos projetos de competitividade.
De acordo com a Secretaria do Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, o Fórum Estadual está sendo criado para funcionar como um instrumento de diálogo entre o setor produtivo, governo e trabalhadores. Para fortalecer a economia paranaense, o fórum vai trabalhar na integração e aumento da vantagem competitiva das cadeias produtivas. Para isso, já priorizou algumas delas, como a de madeiras e móveis, têxtil e confecções, eletroeletrônicos, cosméticos, higiene pessoal e perfumaria e a agroindústria. E ainda a automotiva, da construção civil e mineração e metalmecânica.
Segundo Torres, o movimento criará em breve pelo menos cinco conselhos regionais no Estado para agilizar o contato com as empresas em todo o Paraná. Ele acredita, no entanto, que além de atuar junto às cadeias produtivas, é necessário trabalhar na capacitação por arranjos locais. ''Em Cianorte, por exemplo, onde o ramo de confecções é forte, pode-se pensar na instalação de uma escola, de um laboratório, ou de um sistema de cooperativa para que as empresas possam atender um grande comprador ou fazer compras em conjunto'', sugere.


