Os países árabes representam um nicho de mercado que pode ser explorado pelas empresas paranaenses. Eles compram cerca de US$ 170 bilhões por ano e o Brasil participa com apenas 1% deste mercado considerado promissor. Para ampliar essas exportações, dirigentes da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, estiveram ontem em Curitiba, para convencer os empresários paranaenses a ampliarem as negociações com esse mercado.
Dos US$ 1,7 bilhão que o Brasil exporta para os países árabes o Paraná participa com US$ 260 milhões, aproximadamente, sendo que 30% corresponde a exportação de frangos. O Paraná ainda exporta café, óleo de soja, carnes enlatadas, móveis, madeira, artigos de couro, confecção feminina e granito. A intenção é ampliar esse mercado, que é livre de protecionismo e altamente competitivo, disse o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Abdo Alaby.
Para o empresário, o Paraná tem potencial para exportar vários produtos. Entre eles, apontou a receptividade dos países árabes em comprar doces, balas, confeitos, alimentos liofilizados, café, açúcar, carnes, autopeças, máquinas e equipamentos agrícolas, material elétrico, geração de energia e outros. Como eles são basicamente produtores de petróleo, têm necessidade de uma variedade enorme de produtos.
Alaby acredita que esse é o momento ideal para os frigoríficos paranaenses e brasileiros conquistar o mundo árabe. Eles são grandes consumidores de carne bovina e de ovinos e o maior fornecedor é a Irlanda. Como também estão em pânico com o advento da doença da vaca louca na Europa, este é o momento dos frigoríficos serem mais agressivos, acredita Paulo Sérgio Atallah, presidente da Câmara.
A Câmara de Comércio Árabe Brasileira está programando duas missões comerciais que deverão levar empresários do Brasil para os países árabes. Nas visitas que estão fazendo aos estados, os dirigentes da Câmara estão alertando os empresários sobre as características dos negociadores árabes. Segundo Alaby, o árabe não compra por impulso. Ele quer estar frente à frente com o seu fornecedor. Também faz questão de ver, sentir e tocar o produto que pretende comprar.

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