Empresas do PR fomentam busca por inovação
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Victor Lopes <br> Reportagem Local 
Cada vez mais, as empresas paranaenses buscam captar recursos para inovar seus produtos, sistemas e serviços. A constatação é do Núcleo de Capital Inovador do Centro Internacional de Inovação (C2i), da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), que constatou um boom dos empresários que estão angariando capital através de editais e financiamentos públicos nos últimos três anos. Só como comparativo, na última seleção pública do programa de subvenção econômica à inovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), divulgado este ano, o Paraná captou R$ 5,6 milhões. Para o próximo edital, que será publicado no início de 2012, a expectativa é de um aumento de 20% em recursos para projetos no Estado.
De acordo com Felipe Couto, coordenador do C2i, das cinco pequenas empresas que mais cresceram no Brasil, duas foram atendidas pela entidade. O C2i - que iniciou há dois anos sua assessoria aos empresários que querem abrir as portas do seu empreendimento para a inovação - atendeu em 2011 em torno de 150 empresas dos mais diversos portes. Para 2012, a Fiep deve atender pelo menos 350. ''O Paraná é caracterizado por setores que são tecnologicamente maduros. Entretanto, nos últimos três anos, de maneira geral, diversos segmentos têm buscado incrementar seus negócios'', explica Couto.
Uma das principais justificativas do aumento destes recursos captados, segundo o especialista da Fiep, está no estímulo do meio empresarial tanto do governo federal quanto das entidades de classes. Ele também não deixa de citar a estabilidade econômica em termos de inflação, o que faz as empresas terem mais segurança para investir na melhoria dos seus produtos, por exemplo. ''Outro fator claro é que a forte concorrência demanda quase que a inovação obrigatória por parte dos empresários'', explica.
Entretanto, mesmo com os recursos disponíveis através dos editais e financiamentos públicos (R$ 500 milhões apenas pela Fiep), este não é o caminho mais procurado pelos inovadores. Na grande maioria das vezes, os empresários buscam recursos em bancos privados, que possuem taxas elevadas e prazos curtos para pagar. ''Isto não pode ser feito em hipótese alguma. Quando tratamos de inovação, os prazos devem ser longos e os juros baixos, já que existe todo um trâmite para o desenvolvimento de um projeto, até que de fato a melhoria implementada chegue ao mercado. Se não for feito da forma correta, na verdade irá descapitalizar a empresa'', avalia Couto.
Outro fator que interfere na captação de dinheiro público é a restrição para as pequenas empresas. O especialista afirma que apenas empresas que faturam acima de R$ 16 milhões ao ano - consideradas de médio porte - conseguem acessar qualquer linha de financimento a qualquer momento do ano. ''As que faturam abaixo disso já possuem restrições. Infelizmente não há hoje uma linha de financiamento de prateleira que seja 100% disponível'', complementa o coordenador.


