Os empresários paranaenses estão otimistas em relação à possibilidade de aumentar o faturamento para o próximo ano. Eles esperam elevar os números em pelo menos 21% em relação a este ano. A estimativa é calculada com base no desempenho da indústria no Estado e reflete uma esperança maior se comparada à média nacional. Os empresários brasileiros esperam atingir um faturamento no máximo 15,5% maior em 97. Os números fazem parte do relatório anual da pesquisa ‘‘Retrato do Paranᒒ, divulgado ontem pela empresa de consultoria Arthur Andersen.
No Paraná, a pesquisa foi feita com 379 empresas. Foram escolhidas apenas as que têm um faturamento superior a R$ 10 milhões por ano. Entre as empresas que receberam o questionário, 83 responderam as perguntas. Elas representam 27,8% do Produto Interno Bruto do Paraná (PIB), o que dá um faturamento de R$ 9,5 bilhões ao ano.
Segundo o sócio-diretor da Arthur Andersen, José Écio Pereira da Costa Júnior, o resultado da pesquisa mostra que os empresários paranaenses acreditam que o Plano Real está consolidado no País. Mas eles apontam alguns itens fundamentais para a manutenção da estabilidade.
Entre eles, está a redução da taxa de juros e da carga tributária. Do total de empresas pesquisadas, 80% desejam que as taxas sejam inferiores às praticadas em 96, mas apenas 28% acreditam que a redução vai ocorrer de fato.
Praticamente todas as empresas responderam que somente com a eliminação do déficit público e com a aceleração do processo de privatização é que será conseguida uma estabilidade econômica duradoura. Os empresários apontam as reformas tributária, administrativa e previdenciária como instrumentos necessários para que o Plano Real não seja abalado.
A pesquisa mostra ainda que 53% das empresas pesquisadas apostam numa inflação inferior a 10% para o próximo ano. A pesquisa nacional da Arthur Andersen revela que o empresariado nacional está mais confiante na queda da inflação. Das 500 empresas pesquisadas, 73% apostam na queda da inflação.
A maioria das empresas reduziu o quadro de pessoal, em média em 9,22%. As antecipações salariais foram praticadas por 36% das empresas, mas grande parte delas não adotou nenhum mecanismo que garanta aos empregados a participação nos resultados.
O índice de adesão à participação nos lucros ficou em 41% neste ano. ‘‘Isso mostra que há muito para avançar nesta área no Paranᒒ, contata o sócio-diretor da Arthur Andersen, José Écio Pereira da Costa Júnior.

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