Empresas do Paraná também apostam na sede verde-amarela
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quinta-feira, 27 de maio de 2010
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
As fábricas de cerveja na região de Londrina também apostam no aumento do consumo da bebida nesta Copa do Mundo, principalmente porque os horários dos jogos - perto do almoço ou no meio da tarde - favorecem as comemorações. A expectativa é que as vendas de junho e julho cresçam entre 20% e 30% em relação aos mesmos meses de anos sem Copa. Assim como a torcida verde-amarela, as empresas esperam que a Seleção tenha um bom desempenho. ''Todo mundo acredita que o Brasil chegue, pelo menos, até às quartas de final. Até lá, com certeza, bebe-se bastante'', torce Marcelo Barreto, gerente de marketing da Inbeb, que fabrica a cerveja Spoller, em Londrina.
Ele afirma que 40% das vendas da empresa se concentram em novembro, dezembro e janeiro, e que nos meses de inverno o consumo cai em média 30%. Com a Copa, a expectativa é recuperar essas vendas, mantendo a comercialização na média de meses considerados intermediários, como março e abril. ''Quanto menor a temperatura, menor a venda de cerveja. Pior ainda com chuva. Portanto, a Copa surge como um estímulo de consumo, já que é um fator de socialização'', observa Barreto.
O impulso nas vendas é geral, atingindo o público que vai buscar a bebida no supermercado para comemorar em casa ou aquele que faz a festa nos bares ou mesmo no local de trabalho. Como a época é propícia para o consumo, ganha a empresa que investir mais em marketing. ''Fizemos camiseta verde-amarela como brinde e estamos lançando rótulo comemorativo'', diz Barreto. Por motivos estratégicos, a empresa não revela o volume da produção anual. Eles atendem os mercados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
A Cervejaria Zanni, de Jataizinho, também preparou camisetas como brinde e aproveita a Copa para lançar o novo rótulo (não comemorativo) da bebida. ''As nossas expectativas são as melhores. Quando se fala em Seleção Brasileira, o coração aperta e o pessoal só quer saber de comemorar e beber uma boa cerveja'', constata Dulciney Guergolette, gerente comercial da Zanni, que atende Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e São Paulo. Ele não revela o volume de produção.
Por causa do aumento das vendas, atípico para junho e julho, a empresa deve trabalhar ''um turno a mais'' nesta época, embora o quadro de funcionários se mantenha. Guergolette destaca o fato de vários jogos estarem programados para o período da tarde, o que incentiva o consumo, ao contrário do Mundial de 2002 (na Coréia do Sul e Japão), quando muitas partidas foram de madrugada.
Um provável desempenho negativo da Seleção afeta o consumo de cerveja? ''Depende do grupo. Para o jovem, o importante é festejar; se ganhar comemora, se perder afoga as mágoas. No público mais velho, saudosista, de outras copas, certamente irá pesar a frustração. Mas apostamos na manutenção do consumo. Afinal, se a cerveja está gelada, tem que beber'', observa Marcelo Barreto, da Spoller.
''Quando o Brasil ganha, bebe-se mais; quando perde, bebe-se menos. O fato é que ninguém deixa de beber, e assim estamos certos de que teremos um excelente inverno'', avalia Dulciney Guergolette, da Zanni.


