Empresas do Paraná aumentam lucro em 2002
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sábado, 16 de agosto de 2003
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As 150 maiores empresas do Paraná registraram um lucro total de R$ 5,7 bilhões em 2002. Isso significa um aumento de R$ 2,6 bilhões no faturamento das empresas em compração a 2001, cujo lucro foi de R$ 3,1 bilhões. Entre as empresas que mais lucraram no ano passado, o destaque é a Itaipu Binacional, com uma renda líquida de R$ 3 bilhões no ano passado. Já a maior empresa do Estado é a Companhia Paranaense de Energia (Copel). As informações são da Revista Amanhã Economia e Negócios, que faz a pesquisa anualmente em parceria com a empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers.
A metodologia usada na pesquisa para avaliar quais as maiores empresas é a ponderação entre o patrimônio líquido (capital investido pelos acionistas), a receita bruta (faturamento) e o lucro ou prejuízo que a empresa registrou. Após a Copel, estão no ranking a Cimento Rio Branco, que pertence ao grupo Votorantim, e o Banco HSBC. A Copel, apesar de ter tido um prejuízo de R$ 320 milhões no ano passado, está no topo da lista porque possui um patrimônio líquido que bate na casa dos R$ 4,7 bilhões e obteve um faturamento de R$ 3,7 bilhões no ano passado.
A Cimento Rio Branco foi o segundo maior lucro do Estado, com uma renda líquida de R$ 859 mulhões e é a empresa que possui o maior patrimônio líquido do sul do País, com cerca de R$ 4,8 bilhões. No geral, a soma dos patrimônios líquidos das 100 maiores companhias do Estado aumentou de R$ 19,4 bilhões para R$ 28,7 bilhões. Porém, esse aumento se deve mais ao aporte de capital, ou seja, ao investimento das controladoras nas empresas que estavam tendo prejuízos. E no total, o prejuízo também subiu. De cerca de R$ 1,8 bilhão registrado em 2001 pulou para R$ 3,2 bilhões no ano passado.
Muitas empresas que estão bem colocadas no ranking registraram grandes prejuízos. No topo da lista das que terminaram com o balanço anual no vermelho estão a Renault do Brasil, com um prejuízo de R$ 1,4 bilhão e a antiga Global Telecom, que agora pertece ao grupo Vivo, com um saldo negativo de R$ 770 milhões. Em Londrina, a única grande empresa que registrou prejuízos em 2002 foi a Milenia Agrociências, com um prejuízo de R$ 43 milhões. A assessoria da Renault afirmou que a empresa não vai se pronunciar sobre os resultados ruins do ano passado. O diretor da Milenia, Luiz César Guedes, explicou que os números negativos do ano passado ''foram em função da alta do dólar, pois a empresa compra em dólar e vende em real''.
Na Global Telecom foram injetados pela Telesp Celular Participações, sua controlodora, R$ 2,6 bilhões. De acordo com a Vivo, o prejuízo da companhia no ano passado foi porque a empresa teve que investir muito para criar sua rede de telefônia móvel e também para conquistar clientes. Segundo a diretoria da Vivo, a Global Telecom já tinha cerca de US$ 700 milhões de dívida na época da aquisição da empresa e uma baixa escala operacional com uma base de apenas cerca de 400 mil clientes contra 1,3 milhão ao final do segundo trimestre de 2003.


