Pelo segundo ano consecutivo, o Paraná está à frente nos principais indicadores do ranking 500 Maiores do Sul, elaborado pela revista gaúcha Amanhã e pela PwC. Embora o Rio Grande do Sul lidere no número de empresas na lista, 202, as 179 do Paraná alcançaram R$ 170 bilhões de receita bruta contra R$ 167 bilhões das gaúchas. Santa Catarina tem 119 empresas no ranking que somam R$ 113 bilhões de receita. Os números se referem a 2011. Hoje, acontece em Curitiba a cerimônia de premiação da empresas do Estado.
Entre as 179 do Paraná, dez são de Londrina. No topo das listas estadual e municipal está a operadora Vivo que atingiu um VPG de R$ 15,5 bilhões no ano passado. VGP, que significa Valor Ponderado de Grandeza, é o índice criado pela revista. Ele resulta da soma ponderada de três indicadores dos balanços: patrimônio (com peso de 50%), receita bruta (peso de 40%) e lucro líquido (10%). Veja no quadro como estão as outras nove empresas londrinenses que fazem parte do ranking.
''Se pegarmos a história dos nossos levantamentos - estamos na 22 segunda edição - o Rio Grande do Sul liderou na maioria dos anos. Desde meados dos anos 2000, o Paraná vem diminuindo progressivamente a distância e, no ano passado, ultrapassou o Rio Grande do Sul em todos os indicadores'', afirma Eugênio Esber, diretor de redação da revista.
Segundo ele, não é só para marketing que as empresas utilizam os rankings como o das 500 maiores do Sul. ''As grandes multinacionais, por exemplo, utilizam essas listas como guia para prospecção de clientes'', ressalta. Da mesma forma, empresas também as usam para ''fins de performance de gestão''. ''Tem gente que estabelece como meta melhorar sua posição no ranking'', explica.
Esber destaca que o ranking é elaborado com base em informações oficiais de balanços. ''É um grande trabalho que deve ser levado a sério'', afirma. O diretor de redação da revista diz que a economia da região sofreu mudanças nas duas últimas décadas que se refletem no índice. ''O processo de compra de empresas da região por multinacionais ou por gigantes de outros estados fez muitas saírem do ranking'', salienta.
Outro fator que interferiu muito no período foi a descentralização da indústria automotiva antes concentrada em São Paulo. ''A gente vê pela história do nosso ranking o surgimento dessas fábricas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul'', destaca.
Pódio do Paraná
O diretor territorial da Vivo Paraná e Santa Catarina, Jackson Rodrigues, diz que a liderança no Estado é uma resposta ao crescimento na base de clientes de pós-pago e de dados. ''Esses resultados são mais significativos se considerar que em 2011 concluímos importantes etapas do processo de integração entre Telefônica e Vivo.''
Superintendente da Integrada, Jorge Hashimoto diz que a escalada da cooperativa entre as maiores do Sul significa crescimento acima da média. ''É a confiança de produtores e cooperados na Integrada para movimentar a produção'', conta. Ele afirma que são feitos investimentos em estrutura todos os anos para a entrega de produção com maior agilidade. A Integrada foi a segunda melhor colocada de Londrina no ranking.
Para o diretor-presidente da Belagrícola, João Andreo Colofatti, ser a terceira colocada de Londrina no ranking da Amanhã em âmbito estadual é consequência do investimento da empresa e do comprometimento da equipe com os agricultores. ''O agronegócio brasileiro deve ter expansão nos próximos anos e vamos ampliar nossa área de atuação, com abertura de até dez novas filiais para recebimento de grãos em dez anos.'' (Colaborou Fábio Galiotto)

Imagem ilustrativa da imagem Empresas do Estado estão à frente em ranking regional
mockup