O comércio eletrônico (e-commerce) tornou-se tendência no Brasil, comprovada pelos números positivos de crescimento anual que chegam a 40%, percentual mantido desde 2001. A previsão é que a quantidade de usuários que compra pela internet ultrapasse 23 milhões até o final do ano.
O consultor, escritor e palestrante Dailton Felipini, que abordou o tema ''Oportunidades no comércio eletrônico'' ontem no Sebrae, integrando a Semana Londrina Moda Business, desenvolvida em parceria com o Arranjo Produtivo Local de Vestuário, chama a atenção dos empreendedores, lojistas e empresários para a nova realidade do e-commerce.
O atual cenário configura, segundo ele, um momento de grandes oportunidades que não deve ser desperdiçado. ''Hoje em dia não há alternativa, a empresa que não participa desse meio corre o risco de ficar para trás no mercado'', alerta. Lojas virtuais oferecem grandes benefícios em comparação às físicas, como o alcance, conveniência e menor preço. Felipini explica que os preços são menores porque a estrutura de custo da internet também é menor. ''Mesmo com o frete, via de regra, o preço do produto na internet é menor que o da loja física. É uma diferença bastante expressiva''.
Outro diferencial do e-commerce é a alta concorrência, que amplia o leque de ofertas ao consumidor. ''Tudo que é bom para o consumidor é bom para a economia, é um círculo virtuoso'', reitera.
Informações da e-bit, empresa que fornece informações sobre o comércio eletrônico nacional, revelam que o índice de satisfação do consumidor ultrapassa 83%. ''Isso comprova que o comércio já se adaptou a essa realidade'', diz Felipini. O consumidor virtual é amparado pelo Código de Defesa do Consumidor da mesma maneira que o convencional.
Embora o comércio eletrônico seja mais avançado nos grandes centros, a tendência é que dentro de algum tempo todas as empresas estejam na internet. O consultor prevê que em alguns anos todos as residências terão internet e isso, possivelmente, será bastante positivo para o e-commerce.

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