Rio de Janeiro – O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pratini de Moraes, quer que as empresas brasileiras entrem na briga contra a proposta de taxação da carne de frango brasileira por países europeus. ‘‘Estamos sugerindo ao setor privado que dialogue mais com o setor importador europeu para evitar medidas protecionistas’’, disse. Segundo ele, o governo já enviou à União Européia informações sobre a qualidade do frango brasileiro para evitar o aumento da taxação, que pode passar de 15% para 75%.
A União Européia está analisando uma reclassificação da carne de frango, que acarretaria o aumento da taxação. Por ser semi-acabado, o frango brasileiro paga 15%, contra 75% do produto in natura. Os produtores europeus forçam o fim da diferença de classificação. Os europeus contestam ainda a qualidade do frango brasileiro, devido a identificação de uma carga de carne contendo nitrofurano, uma substância cancerígena. ‘‘Foi um caso isolado. A carne brasileira é de ótima qualidade’’, afirmou Pratini.
Segundo ele, a proposta de taxação e de barrerias sanitárias tem o objetivo de conter as exportações brasileiras de frango, que cresceram US$ 1 bilhão em 2001, atingindo US$ 2,8 bilhões. A expectativa para este ano, diz o ministro, é um crescimento de 30% a 40%, se não houver medidas protecionistas.
‘‘As tentativas de restringir exportações vão se ampliar. Temos de estar preparados para nos defender’’, disse o ministro, que embarca neste fim de semana para Roma, onde participa da Reunião Mundial sobre Alimentação, promovida pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação).

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