Empresas descumprem as normas de saúde da DRT
A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) está negociando prazos para que o setor automotivo do Paraná se adapte às normas de saúde e segurança no trabalho. Esta é a condição para que as empresas continuem a operar na Região Metropolitana de Curitiba sem serem multadas.
As empresas estão sendo convocadas aos poucos para adotar programas de prevenção de riscos ambientais e de saúde ocupacional. A maioria oferece condições precárias para o trabalhador, afirmou o delegado da DRT, Tércio Alves de Albuquerque.
O delegado propôs um prazo de 120 dias para que as empresas adotem as normas básicas. Após este prazo, elas podem começar a ser multadas. As entidades sindicais das empresas e dos trabalhadores devem formalizar um acordo com a delegacia nos próximos dias. A DRT fornecerá o apoio técnico para que as duas entidades orientem as empresas interessadas.
Segundo Albuquerque, a intenção da DRT é obrigar as empresas a instalar mecanismos que garantam a segurança e de higiene ao trabalhador. As fábricas têm que colocar, por exemplo, sistemas de exaustão que eliminam os riscos de contaminação por elementos químicos.
O chefe do Serviço de Segurança e Saúde da DRT, Valdir Oliveira Silva, disse que os piores índices levantados em pesquisas da Fundacentro, em São Paulo, apontam lesões graves localizadas no septo nasal dos trabalhadores. Essas lesões decorrem da exposição aos contaminantes, que pode ser evitada pela exaustão nos tanques para cromagens e niquelação, afirmou Silva. Uma empresa que trabalha com cromo tem em média 72% dos empregados com lesões médias dentro do nariz. Entre as que utilizam o ácido sulfúrico, os índices giram em torno de 40%.Paulo WolfgangFábricas devem
instalar sistemas
de exaustão para
evitar contaminaçãoDa Redação





