Duas pequenas empresas vão ‘‘nascer’’ em Londrina hoje. O prefeito em exercício, Alex Canziani, e o presidente interino da Companhia de Desenvolvimento (Codel), José Cândido Miller Júnior, inauguram oficialmente, às 10 horas na Incubadora Industrial, a Arandu Sistema e a Tracer Tecnologia, empresas voltadas para o desenvolvimento de softwares. A partir de hoje, as duas empresas estarão ‘‘incubadas’’ até que tenham condições de se auto-sustentar física e financeiramente.
A Arandu Sistemas, dos sócios Cristina Yumi Izumi e Evaristo Colman, foi criada para desenvolver soluções que incorporem os recursos da informática a diversas áreas, com ênfase nos serviços sociais e na potencialização da produtividade e valorização dos profissionais neles envolvidos. Para esta finalidade a Arandu desenvolve software, presta serviços de consultoria e ministra cursos e treinamentos na área de informática aplicada aos serviços sociais. O primeiro produto a ser colocado no mercado é o software AGDAS: Agenda do Assistente Social.
Já a Trace Tecnologia tem por objetivo tornar-se uma das maiores empresas de software. Para começar, está lançando o VTracer, um programa para rastreamento de veículos, parte do sistema de localização automática de veículos (VCL) que se utiliza de sensores de localização global via satélite (GPS) em tempo real. O empreendimento tem como sócios Ricardo Henrique de Lima e Dirceu Carlos Hartmann.
Projeto Gênesis A Arandu e a Tracer são oriundas do GeNorP, base operacional do projeto Geração de Novos Empreendimentos em Software, Informações e Serviços, mais conhecido como Gênesis, cujo laboratório localiza-se na Biblioteca Central da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Existem apenas 20 bases operacionais do gênero no País, implantados desde 96 pelo Ministério da Ciência e Tecnologia através do Conselho Nacional para o Desenvolvimento Científico (CNPq), como parte do programa Softex 2000.
O projeto GeNorP é um consórcio formado por nove instituições municipais, estaduais e federais, e prevê recursos de aproximadamente R$ 1 milhão. Parte do dinheiro vem do CNPq. O laboratório londrinense, no caso, ocupará uma área de 105 metros quadrados na Biblioteca Central, possui dez micros modelo Pentium com três servidores, sendo uma estação Risk 380 e dois Pentium Proliant da Compaq e acesso à Internet. Onze projetos aprovados estão sendo desenvolvidos ali, sendo sete iniciados no ano passado e quatro este ano. A Arandu e a Trace também começaram em 97, e são as primeiras a se desvincularem do projeto e a ter ‘‘vida própria’’.
A gerente do Gênesis/GeNorP, Eliza Alves Lima, explica que a função do projeto é incentivar o empreendedorismo nos estudantes de informática. A base operacional de Londrina auxilia no desenvolvimento de projetos, fornece equipamentos, infra-estrutura, assessoria de qualidade, de finanças, marketing e ajuda financeira aos bolsistas que participam do programa.

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