Empresas de Londrina dão bom exemplo
Encontrar pessoas com deficiência capacitadas profissionalmente é uma tarefa árdua para os empresários, mas a lei existe e é preciso cumpri-la. Para minimizar o problema social e, obviamente, cumprir a legislação, algumas empresas de Londrina, das mais diversas áreas, fizeram um acordo com o Ministério Público do Trabalho: elas oferecem cursos de capacitação a esse público e gradualmente preenchem as vagas necessárias.
A Irmandade Santa Casa de Londrina, por exemplo, vai oferecer gratuitamente, a partir de março, quatro cursos profissionalizantes na área da saúde, com vagas disponíveis às pessoas com deficiência: estruturação e organização de prontuário, manipulação de alimentos, processamento de roupas hospitalar e administração em serviços de saúde. Ao todo serão abertas 81 vagas a esse público.
''A gente precisa cumprir essa cota que a lei pede, mas é muito difícil encontrar alguém na área da saúde com algum treinamento e habilidade específica. Então resolvemos oferecer esses cursos'', comentou o superintendente da Santa Casa, Fahd Haddad. Segundo ele, os cursos serão realizados pelo Centro Profissionalizante da Santa Casa, que já atua há 45 anos. Posteriormante os participantes poderão ser contratados pelo próprio hospital ou outras empresas do segmento.
Atualmente a Santa Casa agrega 2.055 funcionários e apenas 13 são pessoas com deficiência. O número correto, para cumprir a lei seria de 103. ''Essa é um área difícil, não podemos empregar pessoas com deficiência em qualquer setor'', completou Haddad. Os interessados em participar do curso devem procurar a secretaria do Hospital.
A Universidade Norte do Paraná (Unopar) também conta com um projeto de extensão para a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Em 2004, a instituição realizou um curso de qualificação profissional que atendeu 40 pessoas. Dessas, 22 foram contratadas pela universidade, segundo informou a coordenadora do projeto, Martinha Clarete Dutra.
Até o final do primeiro semestre deste ano, a intenção da Unopar é realizar mais uma edição do curso. ''Nosso objetivo é qualificar essas pessoas com deficiência e contratá-las aqui na Unopar ou passá-las para outras instituições'', contou Martinha. Para cumprir a legislação a Unopar precisa ter no seu quadro de funcionários 60 pessoas com deficiência. (E.Z.)





