São Paulo Os fabricantes de brindes e materiais promocionais contam com as dificuldades de outras empresas para garantir seus resultados e esperam elevar as vendas entre 5% e 10% este ano. A feira que começou ontem em São Paulo - a Expo Brindice - e vai até sexta-feira deve funcionar como termômetro do desempenho do ano. A partir do evento começam a ser negociados os brindes para o final de ano.
Os brindes de Natal são responsáveis por 44% do movimento anual do setor, algo em torno de R$ 1,6 bilhão. ''Quando o mercado é recessivo é que as empresas fazem divulgação'', justifica o gerente de negócios da Empresa Amazonense de Canetas (EAC), do grupo italiano Lecce Pen, Arnaldo Di Giuseppe.
Ele explica que o faturamento de sua empresa deve cair cerca de 20% este ano por causa da pirataria. Os produtos contrabandeados da China invadem este mercado e penalizam os fabricantes nacionais. Pelo preço de uma caneta nacional, compra-se cerca de 80 contrabandeadas. Embora a qualidade não se compare, o mercado mostra-se muito receptivo a este tipo de produto.
Giuseppe afirma que, se não fosse o contrabando, o desempenho seria bem superior, pois as empresas investem em promoções para enfrentar a crise. O organizador da Brindice, Luiz Roberto Salvador, acredita em uma retomada da economia no segundo semestre, o que deve aquecer mais o mercado, apesar de a recessão ter inibido a participação das empresas no evento - no ano passado foram 100 expositores; neste ano são 96.
O dono da Choco Logo, Vicente Afonso, empresa que produz chocolates com logotipos, também aposta na reativação dos negócios a partir da feira. Ele argumenta que nesta fase do ano muitas companhias começam a 'desaguar' os recursos para marketing previstos nos orçamentos do ano.

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