Empresas de alto crescimento são 9,9% no Paraná
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sábado, 13 de dezembro de 2014
Fábio Galiotto<br> Reportagem Local 
A concentração de empresas empreendedoras de alto crescimento foi de 9,9% do total no Paraná, conforme as Estatísticas de Empreendedorismo 2012 divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tratam-se de companhias com dez ou mais funcionários assalariados que tiveram ao menos 20% de alta no número de ocupados por ano de 2010 a 2012, o que significou no Estado 15,9% de todos os empregados no último ano do triênio.
O IBGE busca assim mensurar, por meio do empreendedorismo, a capacidade do País de ter maior competitividade e produtividade ao longo do tempo. Apesar do índice expressivo, o Paraná está entre os oito estados com a menor representatividade desse tipo de empresa perante o total. A maioria das Unidades da Federação que se destacou no quesito pertencem às regiões Nordeste e Norte do País. O motivo é que os anos de 2010 a 2012 se caracterizaram por grandes evoluções nos níveis de emprego e de renda, que foram mais sentidos em regiões de maior desigualdade socioeconômica e que acabam por ter índices de desenvolvimento mais robustos, segundo economistas ouvidos pela FOLHA.
O estado com maior número de empresas de alto crescimento e de funcionários empregados nessas companhias é o Maranhão, com 13,4% e 31,8% do total, respectivamente. No Nordeste, as médias são de 11,4% e de 21,7% nos dois quesitos, a maior do País, à frente do Norte (11,0% e 21,3%) e do Centro-Oeste (11,0% e 19,5%). Sudeste (10,6% e 18,8%) e Sul (10,0% e 15,1%) são as regiões com os menores índices.
Em todo o País, eram 35.206 empresas consideradas de alto crescimento em 2012, número 1,9% acima das 34.528 de 2011, segundo o IBGE. Em 2012, tais companhias representavam 7,6% das empresas com 10 ou mais funcionários no País. De 2010 a 2012, os empreendimentos do tipo foram responsáveis pela geração de 3,3 milhões de novos postos de trabalho.
O especialista em finanças públicas Cid Cordeiro afirma que, nos anos analisados, houve variação de 7,5% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional em 2010, de 2,7% em 2011 e de 0,9% em 2012. "Nesse período, houve aumento significativo da renda e do crédito, além de redução dos juros", conta. "Era um quadro favorável para o aumento do consumo e a geração de empregos", completa.
Norte e Nordeste foram as regiões que mais sentiram a elevação de renda e, por consequência, tiveram crescimentos mais expressivos no número de empresas do tipo, diz Cordeiro. "O peso dos reajustes do salário mínimo foi maior por lá também", cita.
Foi ainda um período em que houve falta de trabalhadores em alguns segmentos, como na construção civil, lembra o economista Francisco Castro, do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Assim, ele acredita que o aumento na renda do brasileiro fez com que aumentasse o consumo interno. "Isso faz com que se desenvolvam mais setores como serviços, construção civil e comércio, pela elevação da demanda. E o Nordeste sentiu mais isso do que o Sul, que tinha uma base já mais alta", afirma Castro.
Dentre as empresas de alto crescimento, as que mais empregaram em 2012 foram indústria da transformação (21,5%), atividades administrativas e serviços complementares (19,6%), comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (17,5%) e construção civil (17,2%). (Com Agência Estado)


