A fábrica de cosméticos que o empresário Ricardo Souza dos Santos abriu há seis anos em Ibiporã ainda é pequena, emprega só quatro pessoas e funciona em imóvel residencial. Mas 2012 promete ser um divisor de águas para a Acqua Cosméticos. Na semana passada, Santos mandou pela primeira vez seus produtos para fora do País: uma remessa de meia tonelada foi enviada a Londres, na Inglaterra.
Ele foi um dos 115 empresários atendidos no primeiro semestre deste ano pelo Núcleo Operacional Londrina do Projeto Extensão Industrial Exportadora (Peiex). O projeto, que pertence à Agência Brasileira de Promoção da Exportações e Investimentos (Apex), é realizado no Paraná em parceria com a Fundação Araucária e visa incentivar a cultura exportadora nas empresas.
Para Ricardo dos Santos, que tem 32 anos, o Peiex foi importante não só pelos cursos e consultorias, mas para a própria efetivação do negócio. Foi por meio da rede de relacionamento que criou dentro do projeto que o empresário chegou até a empresa inglesa que comprou seus produtos.
O kit exportado é composto por um redutor de volume de cabelo, um shampoo e uma máscara para rosto. ''O comprador vai manter a marca dele (Vitaker Cosmetics). Se gostar dos produtos, ele disse que poderá abrir as portas dos mercados europeu e asiático para mim. A parceria vai depender da aceitação desse primeiro lote'', comemora.
A transação, segundo o empresário, foi muito rápida e via internet. ''Fizemos o primeiro contato em abril e já mandamos cerca de 500 kits. A consultoria do Peix foi muito importante. Eu me senti preparado para dar esse passo'', ressalta.
Santos conta que o produto dele chega na Europa com um preço bem competitivo. ''Quando vendo no mercado interno, os produtos têm 50% de imposto. Na exportação, vai sem esse custo'', explica. Questionado sobre o valor do frete, o empresário afirma que é mais barato que mandar mercadoria para Belém (PA). ''O mesmo frete que custa R$ 3.500 para Belém, custou R$ 3 mil para Londres'', garante.
A Acqua Cosméticos foi uma das cinco empresas que apresentaramm seus cases na última terça-feira em evento promovido pelo Peiex e a Federeação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). O monitor do Núcleo Operacional Londrina, Diego Navarrete Shinoki, conta que, das 115 empresas que participaram do projeto no primeiro semestre, 15% já fizeram exportações.
Shinoki explica que seis consultores atendem as empresas na área de atuação do Núcleo, que compreende Londrina e as cidades de Apucarana, Cafeara, Cambé, Ibiporã, Marilândia do Sul, Nova América da Colina, Rolândia, Sertanópolis e Uraí. A maior parte das empresas participantes são dos ramos de confecções, madeira e móveis, e alimentos (ver quadro).

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