Empresas da Intuel estão bem no mercado
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quinta-feira, 24 de novembro de 2005
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A possibilidade de ajudar a criar empresas dentro da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a chance de incentivar o empreendedorismo foram os principais motivadores da instalação da Incubadora Tecnológica da UEL (Intuel), há cinco anos - completados hoje. Nesse período já passaram pela incubadora 20 empresas, que se mantêm firmes no mercado, e outras 17 estão no processo de incubação e pré-incubação.
''Me apaixonei pela idéia de fazer surgir empresas dentro da UEL e da chance do aluno desenvolver seu próprio negócio'', contou Cleuza Rosa Asanome, professora da universidade e diretora da Intuel. Ela também via na criação da incubadora a proposta de incentivar o empreendedorismo, tão vivo nos alunos universitários e tão necessário para a criação e sobrevida de uma empresa. ''Quando um grupo apresenta um projeto para ser incubado, a gente já sabe se terá sucesso pelo espírito empreendedor demonstrado'', disse a professora.
Dentro da incubadora, explica Cleuza, as empresas recebem todas as ferramentas para a capacitação empresarial, infra-estrutura (sala, telefone, computador) e apoio para divulgarem seus produtos. ''Estendemos a nossa rede de relacionamento até os alunos e apresentamos seus produtos através de feiras, workshops e seminários'', comentou. ''A importância da incubadora nesse processo é orientar os investimentos e gestão também, já que a área tecnológica é marcada por um perfil mais técnico e menos empresarial. Nosso apoio funciona para incrementar essa cultura empresarial, além de auxiliar no desenvolvimento tecnológico'', frisou a diretora da Intuel.
Uma das vitrines para essas iniciativas é a Feira de Inovação Tecnológica de Incubadoras (FITI), encerrada ontem, no Centro de Eventos do Shopping Catuaí. ''Essa é a possibilidade de mostrarmos nosso produto e encontrarmos clientes'', enfatizou Ricardo Faria, professor da Uel e assessor técnico da empresa Flores de Serôdia, especializada na área de paisagismo e produção de plantas. A empresa apresentou na feira orquídeas e plantas carnívoras in vitro desenvolvidas em gel. ''As plantas são de proveta e produzidas em laboratório. A vantagem é que são completamentes livres de fungo. Esse processo estéril de desenvolvimento é como se fosse uma UTI'', explicou Faria.
Já de olho no mercado externo, o assessor técnico aponta que esses produtos são ideais para exportação. Segundo ele, alguns países não aceitam produtos que vão com terra, pois os microorganismos do material podem conter novas pragas. Sobre a Intuel, Faria, enfatiza que a ajuda oferecida pela incubadora é fundamental para o desenvolvimento dos projetos. ''Eles disponibilizam os recursos necessários. A chance do negócio da certo é muito maior'', ressaltou.
Conforme a diretora da Intuel Cleuza Asanone os recursos para investir nas empresas incubadas são provenientes de diversos órgãos do governo. Entre eles, o Serviço de Apoio à Pequena Empresa (Sebrae), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e Fundação Araucária. Em média, são investidos R$ 150 mil anuais na Intuel. O retorno finaceiro, segundo Cleuza, chega através de impostos e geração de empregos. Só as 17 empresas incubadas geraram neste ano mais de R$ 300 mil em impostos. Juntas contam com cerca de 100 pessoas, entre sócios e funcionários, com salários que variam de R$ 300 a R$ 800.


