As empresas brasileiras contrataram em média 150 mil funcionários com carteira assinada por mês, de janeiro a julho. Isso é o que mostra o 9º boletim da GFIP (Guia do FGTS e de Informações Sociais), divulgado ontem pela Previdência Social.
De acordo com o boletim, foram feitas 1 milhão de contratações líquidas com carteira assinada entre janeiro e julho deste ano, o que representa um aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Para o secretário-executivo da Previdência Social, José Cechin, o aumento de registros em carteira não significa necessariamente que cresceu o número de trabalhadores. Na sua avaliação, está havendo uma substituição do emprego informal pelo trabalho com registro. Essa mesma substituição, acrescenta Cechin, também explica o recorde na arrecadação da Previdência em outubro, contrária à previsão de alguns analistas. A arrecadação líquida da Previdência foi de R$ 5,07 bilhões, um acréscimo de 2,42% em relação ao mês de setembro.
Os analistas previram que, por conta do racionamento de energia e do cenário internacional desfavorável, a atividade econômica diminuiria e provocaria queda na arrecadação da Previdência.
Ainda de acordo com os dados divulgados ontem, existem 19,6 milhões de trabalhadores no País distribuídos entre as 2,31 milhões de empresas. O valor médio do salário dos trabalhadores empregados é de R$ 727,71, pouco abaixo do registrado em julho, que ficou em R$ 741,16.

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