Curitiba - A empresa C.R. Almeida aparece na lista do Ministério com uma dívida de R$ 7,6 milhões. O presidente da empresa, Pedro Fraletti, explica que a dívida foi paga em 2000 com precatórios requisitórios devidos pelo governo do Estado. Porém, em setembro do mesmo ano foi aprovada a Emenda Constitucional nº 30, que autorizou os estados devedores a parcelarem o pagamento dos precatórios em dez anos, a partir de 2001. ''Agora, enquanto o Estado não termina de pagar, o INSS não pode nos tirar da lista de devedores, embora tenhamos quitado a nossa dívida'', explica Fraletti.
O presidente da empresa diz que a situação não tem atrapalhado a empresa porque, sempre que necessário, o INSS fornece à C.R. Almeida uma certidão positiva de débito, com efeito de negativa. Dessa forma, a empresa tem conseguido manter suas atividades normalmente. ''A dívida é do governo, que é caloteiro'', criticou Fraletti.
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) também está na lista de devedores. Segundo o Ministério, a empresa deve R$ 4,5 milhões. Porém, a assessoria de imprensa da Sanepar informou que a empresa não tem dívida e inclusive possui certidão negativa de débito. A assessoria entende que talvez algum de seus fornecedores estejam inadimplentes, o que faz a Sanepar responder solidariamente.
Ao divulgar a lista, o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, informou que a Procuradoria Geral do INSS, a direção do Instituto e o próprio Ministério estão analisando as medidas que podem ser tomadas no campo administrativo, para acelerar a cobrança, além de manter um canal de discussão com o Poder Judiciário em termos de mudanças legislativas que possam contribuir para o processo de recuperação dos créditos.

mockup