Empresas confirmam reação da economia
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sábado, 09 de março de 2002
Agência Estado 
São Paulo O desempenho das empresas em janeiro e fevereiro confirma as expectativas de recuperação da economia já no primeiro trimestre. Em setores como os de embalagens, têxteis e eletroeletrônicos de imagem e som, entre outros, esse movimento acontece numa velocidade maior do que a imaginada há alguns meses. O ritmo mais acelerado levou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a rever sua previsão para a produção da indústria paulista este ano, de um crescimento inicial de 2,5% para uma expansão de no mínimo 3%.
Essa recuperação, no entanto, ainda não deve ser suficiente para garantir que o nível de atividade como um todo supere o registrado no mesmo período do ano passado. Os primeiros quatro meses de 2001 foram marcados por um forte aquecimento econômico, que foi interrompido em maio pelo anúncio do racionamento de energia. Mas para as principais empresas do País essa tendência já é nítida.
A Semp Toshiba, que no ano passado respondeu por quase um quarto das vendas de televisores no mercado brasileiro, espera fechar o primeiro trimestre com crescimento de 10% sobre igual período do ano passado. Há muito tempo não tínhamos um início de ano tão bom, diz o presidente da holding Semp Toshiba, Afonso Antônio Hennel.
A demanda estava reprimida em função do racionamento de energia, que chegou ao fim, observa o empresário. Além disso, os fabricantes contam com a Copa do Mundo para aumentar ainda mais suas vendas. Na avaliação do presidente da Semp Toshiba, o mercado brasileiro de TVs deve chegar a 5,5 milhões de aparelhos este ano. Em 2001, foram vendidas 4,7 milhões de unidades.
Para Valquírio Cabral Júnior, diretor comercial da Lupo, líder de vendas no mercado brasileiro de meias, tudo indica que está havendo uma expansão do consumo desde o Natal. Segundo ele, a Lupo fabricou cerca de 7,5 milhões de pares de meia em janeiro e fevereiro, volume 30% superior ao registrado em igual período de 2001. No início do ano, a Lupo previa fechar o primeiro trimestre com aumento de 10% nas vendas. Agora, acredita que possa crescer bem mais, entre 20% e 25%. O brasileiro vive de boas notícias e as expectativas são muito favoráveis.
Segundo o presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), José Augusto Marques, a demanda por bens e serviços neste início de ano está superando as expectativas das empresas do setor. Tradicionalmente, as encomendas para setor aconteciam a partir de março. Este ano está sendo diferente, diz.


