Empresas buscam contatos no Encomex
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quinta-feira, 21 de setembro de 2006
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Obter informações, buscar contatos e se interar sobre as possibilidades de negócios, além das fronteiras brasileiras, estão entre os objetivos de diversos empresários que participam do 111º Encontro de Comércio Exterior e III Caminho do Exportador, eventos que acontecem desde ontem, em Cambé (13 km a oeste de Londrina). O evento tem como principal objetivo fomentar a cultura de exportação entre as pequenas e médias empresas.''Aqui, a gente consegue novas informações e faz contatos para facilitar a exportação'', garantiu Marcelo Kobiraki, proprietário da Kisaki, empresa londrinense que produz e embala noz macadâmia.
Para ele, que pretende exportar seus produtos a partir do próximo ano, o Encomex serve como ferramenta para desmitificar esse mercado externo e preparar a empresa para enfrentar esses novos desafios. Kobiraki aproveitou o evento para expor seus produtos.
A empresa que produz cerca de 5 mil quilos de noz por ano, pretende destinar 30% dessa produção para a exportação, nos próximos anos. ''Exportar será importante para diversificar nossos clientes e contribuir para o crescimento da rentabilidade da empresa'', pontuou Kobiraki.
Um pouco mais avançado nos negócios de exportação, já que no próximo mês dá início às vendas para clientes na Inglaterra, o diretor da empresa Cachaça do Brasil, José Carlos de Faria, afirmou que eventos como o Encomex servem para preparar as empresas que estão de olho no mercado fora do Brasil. ''Desde quando abrimos a empresa, há quatro anos, começamos a produzir com qualidade, visando o mercado externo'', disse Faria.
Atualmente, o empresário que produz 100 mil litros de cachaça por ano, pretende exportar, dentro de dois anos, até 70% da produção. Segundo Faria, além de participar de eventos sobre o mercado externo, ele contou com a colaboração de um amigo que mora na Inglaterra e intermediou as negociações. A Cachaça do Brasil está instalada em Rolândia (25 km a oeste de Londrina).
Além de empresas que estão expondo seus produtos, diversas entidades de apoio ao segmento empresarial - como Federação das Indústrias do Paraná, Sebrae, instituições financeiras - também estão com estandes no evento. Uma delas é a Caixa Econômica Federal, que apresentou possibilidades de financiamentos aos interessados. ''Temos linhas de financiamento específicas para investimentos de empresas que atuam no mercado exterior ou querem entrar nesse mercado'', adiantou Luiz Roberto Bacchmam, superintendente regional da Caixa em Londrina. Uma das vantagens dessas linhas, conforme ele, é a taxa de juros, em média 0,87% ao mês, mais Taxa Referencial (TR).
Segundo Bacchmann, uma novidade para os empresários interessados em exportar seus produtos, é que a Caixa recebeu autorização, no mês passado, para atuar com ''câmbio pleno''. Ou seja, tem possibilidade de criar linhas de financiamentos tanto para exportação quanto importação. Bacchmann destaca que não há burocracia para um empresário firmar contratos com o banco. As empresas precisam apenas mostrar que têm capacidade de pagamento e ter idoneidade cadastral.
Serviço: III Caminho do Exportador - inscrições a R$ 50, estudantes pagam meia - hoje, no Village Praça de Eventos, BR-369, km 165, em Cambé. Para mais informações acessar o site www.caminhodoexportador.com.br.


