Nova York - Ontem foi dia do Brasil na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Pontualmente às 9h30, o sino de abertura do pregão foi acionado pelo ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, a convite das empresas brasileiras com ações cotadas e títulos negociados em Wall Street.
A cerimônia do sino marcou o Brazil Day, evento que reuniu investidores, analistas de mercado, executivos e empresários do País, que procuram atrair capital para seus negócios e reforçar a imagem no mercado financeiro internacional. Esta foi a segunda vez que ocorreu o Brazil Day em Nova York, a primeira foi em setembro de 2001. No ano passado, o evento foi cancelado devido às incertezas no Brasil, com as eleições, e nos Estados Unidos com a guerra.
O presidente do Instituto Brasileiro de Relação com Investidores (Ibri) e diretor do Banco Itaú, Alfredo Setúbal, ficou satisfeito com o resultado das apresentações de empresas brasileiras, como Telemig e Amazônia Celular, Bradesco, Unibanco, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Grupo Pão de Açúcar, Sadia, Brasken, Petrobras e o próprio Itaú, entre outras. Em painéis dividos por segmento de negócios, estas apresentaram nos salões do The New York Palace números que dão conta das expectativas otimistas para o próximo ano e dos resultados deste ano até setembro.
O presidente da Telemig e Amazônia Celular, João Cox, mostrou que a base de clientes da Telemig, por exemplo, passou de 778 mil em 1998 para os atuais 2,1 milhões e o crescimento vem se mantendo. O presidente da Oi, Luiz Falco, também disse estar otimista e espera que sua base, hoje em 3,1 milhões de clientes, cresça mais 400 mil linhas e aparelhos até dezembro.
Setúbal foi além e disse que o momento das empresas brasileiras é tão favorável que irá resgatar títulos no valor de US$ 300 milhões em dezembro, que foram lançados pelo Itaú no ano passado. Esse ano, disse Setúbal, as captações externas do Itaú atingiram US$ 1,3 bilhão, ''mas, agora, há espaço para captações maiores e a custos menores'', revelou, se recusando a dar detalhes de qual será a estratégia do banco para 2004.
A Petrobras, com lucro recorde de janeiro a setembro, foi uma das estrelas do Brazil Day. Para o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Luiz Leonardo Cantidiano, ''a presença das empresas em Nova York estimula também investimentos estrangeiros nas bolsas brasileiras''. Ele contabiliza este ano um saldo positivo de US$ 1 bilhão, resultado do ingresso do capital estrangeiro nas bolsas do País menos as retiradas. ''Em comparação ao ano passado, esse número é excepcional'', disse Cantidiano.

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