As sete concessionárias de ferrovias privatizadas aumentaram em 44% o volume de carga transportada nos últimos cinco anos, aumentando de 38,7 bilhões de toneladas transportadas por quilômetro em 1996 para 56,6 bilhões neste ano. Esses números fazem parte do balanço divulgado hoje pelo secretário de Transportes Terrestres do Ministério dos Transportes, Luiz Henrique Baldez.
Segundo Baldez, o volume de carga transportada ultrapassou a meta estabelecida para este ano, que era de 52,9 bilhões de toneladas. As concessionárias privatizadas são a Ferrovia Novoeste, a Ferrovia Centro-Atlântica, a MRS Logística, a Ferrovia Tereza Cristina, a América Latina Logística do Brasil e a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) e a Ferrovias Bandeirantes.
De acordo com o secretário, com exceção da Novoeste e da CFN, as outras cinco concessionárias apresentaram redução nos índices de acidentes. A CFN aumentou em 82% o número de acidentes desde 96, já a Novoeste aumentou em 16%. Apesar de estarem foram das metas, não foram anunciadas medidas punitivas para as duas concessionárias. O secretário disse que o Ministério deverá intensificar a fiscalização, passando de duas para quatro fiscalizações ao ano, tanto na parte operacional quanto na econômico-financeira.
As metas de produção e acidentes não foram revistas, como foi anunciado ontem em nota divulgada pelo Ministério. Estão sendo estudados critérios diferenciados para acidentes com envolvimento de vítimas e para aqueles que causarem danos ambientais, por exemplo. Segundo Baldez, de 97 a 99, foram investidos R$ 1 bilhão na malha ferroviária e em equipamentos. Neste ano os investimentos chegaram a R$ 600 milhões e no para o próximo ano a previsão é de R$ 620 milhões.

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